ESPECIAL DEZEMBRO LARANJA – BE-A-BÁ DA PELE

A Dra. Larissa Machado, oncologista clínica do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, tira dúvidas sobre as crenças e recomendações mais comuns quando o assunto é se proteger contra o câncer de pele

Já é de conhecimento geral que a exposição intensa ao sol aumenta os riscos de desenvolver câncer de pele, que o protetor solar é fundamental e que devemos ficar de olho em pintas e manchas, mas os cuidados com a saúde da pele vão muito além disso. Conversamos com a Dra. Larissa Machado, oncologista clínica do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, para entender quais são as melhores atitudes para prevenção e detecção precoce da doença. Confira a seguir.

Como saber se uma pinta é perigosa?

A pessoa mais indicada para monitorar as características das pintas é o médico dermatologista. Por isso, manter uma rotina de check-up da pele é fundamental para detectar um câncer precocemente. De toda forma, caso você note o surgimento de uma nova pinta ou mudanças em pintas e manchas já existentes, além de formações irregulares, diferentes cores na mesma pinta ou lesão, sangramento e lesões que não cicatrizam, estes são sinais importantes para agendar uma consulta com seu dermatologista.

O protetor solar é mesmo o meio mais eficiente de proteger a pele do sol?

O protetor solar é fundamental, mas não é a única medida e deve ser usado com atenção: aplicado cuidadosamente, garantindo uma cobertura completa, reaplicado a cada duas horas ou após mergulhar ou transpirar excessivamente e, muito importante, não ser utilizado como uma autorização para torrar no sol. “Hoje, fala-se muito sobre o paradoxo do protetor solar, que é uma tese baseada em pesquisas que alerta sobre a exposição indevida ao sol por causa da falsa sensação de segurança que o protetor pode trazer. As pessoas acham que estão protegidas, mesmo aplicando o produto de forma errada ou se esquecendo de reaplicá-lo, e se expõem ao sol sem outras proteções”, explica a Dra. Larissa. O paradoxo do protetor solar teve origem em estudos que identificaram que, apesar do aumento no número de pessoas utilizando protetor solar, as taxas de câncer de pele cresceram na mesma proporção.

“Muita gente costuma ir à praia depois das 11 da manhã, quando, na realidade, deveriam estar voltando para casa. Neste horário, o sol é muito mais nocivo”

Dra. Larissa Machado,
Oncologista clínica do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Dra. Larissa Machado

Então, como garantir uma pele protegida?

Além do protetor solar, é importante buscar outras barreiras mecânicas, como roupas compridas e com tramas fechadas, chapéus e bonés, óculos escuros, guarda-sol, entre outras medidas que bloqueiam os raios solares. E, claro, evitar o sol entre 10h e 16h é uma receita antiga, porém muito eficaz. “Muita gente costuma ir à praia depois das 11 da manhã, quando, na realidade, deveriam estar voltando para casa. Neste horário, o sol é muito mais nocivo”, diz a Dra. Larissa.

É possível quantificar o excesso de exposição solar?

De forma geral, quanto mais nos protegemos do sol, menos chances temos de ter um câncer de pele – isso ainda equacionado com outros fatores de risco, como peles muito claras e com muitas pintas e sardas, histórico familiar, idade, entre outras características. Mas, para falar em números, eis alguns dados importantes que mostram como a exposição aos raios ultravioletas aumentam muito o risco de desenvolver cânceres de pele: um histórico de mais de cinco episódios de queimaduras solares ao longo da vida dobra o risco de uma pessoa apresentar um câncer de pele. Além disso, cerca de 40% dos danos solares acontecem até os 18 anos de idade. Ou seja, proteger a pele do sol na infância e na adolescência é fundamental, mas, mesmo depois desta idade, é sempre tempo de se cuidar e reduzir os riscos.

Só tomar sol de vez em quando para se bronzear é perigoso?

Sim! Os “banhistas de sol” ocasionais que se expõem intensamente para pegar um bronzeado rápido também têm risco aumentado para câncer de pele. Isso porque tanto a exposição contínua e diária como a exposição intensa eventual podem facilitar o aparecimento da doença. Então, nada de buscar aquele bronzeado a qualquer custo – inclusive nas câmaras de bronzeamento artificial, que também entram na lista de fatores de risco para o câncer.

No entanto, isso não significa que a luz solar é nossa inimiga – pelo contrário: se usufruída corretamente, faz muito bem à saúde física e mental, garantindo o aporte necessário de vitamina D e gerando sensação de bem-estar. “Tomar sol nos horários recomendados, ou seja, antes das dez da manhã e depois das quatro da tarde, é excelente. E 15 minutos são suficientes”, orienta a Dra. Larissa.

  • Ter mais de 5 queimaduras solares ao longo da vida dobra o risco de desenvolver câncer de pele 
  • Cerca de 40% dos danos solares acontecem até os 18 anos de idade
  • 15 minutos de exposição ao sol (sem protetor), antes das 10h ou depois das 16h, 3 vezes por semana, são suficientes para garantir nossa dose necessária de vitamina D
  • Roupas escuras com tramas fechadas protegem mais a pele do que um protetor solar de fator alto
Oncologia Câncer de pele Matéria Texto

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