Doenças comuns no inverno

​Entre março e maio deste ano, o Centro de Pneumologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz registrou aumento de 93% de casos de doenças respiratórias, comparado ao mesmo período de 2015. O Prof. Dr. Elie Fiss, coordenador do Centro de Pneumologia do Hospital, esclarece algumas dúvidas sobre as doenças mais comuns no inverno.
 

Quais as doenças mais comuns no inverno?

Durante os meses mais frios do ano, os diagnósticos mais comuns são de rinite alérgica, asma, sinusite, exacerbações de bronquite crônica, DPOC (doença obstrutiva pulmonar crônica), enfisema pulmonar e pneumonias.
 

Por que as doenças respiratórias são tão frequentes durante o outono e inverno?

Nesse período é comum a baixa umidade do ar, as alterações bruscas de temperatura e o aumento da poluição atmosférica, fatores preocupantes para quem sofre de doenças respiratórias crônicas. Além disso, nos dias frios as pessoas costumam ficar mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação, o que favorece o desencadeamento de doenças respiratórias e também a transmissão de gripe  e resfriados e outras bactérias e viroses.
 

Em caso de sintomas como coriza, espirro e tosse, o paciente pode se automedicar?

Não, pois o tratamento inadequado pode até agravar o quadro. Por isso, é fundamental que o paciente procure um médico e passe por uma avaliação.
 

Como evitar as doenças respiratórias no inverno?

Algumas medidas simples podem ajudar a prevenir as doenças respiratórias, como evitar ambientes fechados e sem ventilação, lavar bem as mãos, proteger a boca ao tossir, beber bastante água e evitar o acúmulo de poeira. As blusas, mantas e cobertores guardados por muito tempo devem ser lavados e colocados para secar ao sol. Também é recomendada a lavagem nasal com solução fisiológica para aliviar a irritação.
 

A vacina contra gripe é indicada para quem tem doenças respiratórias crônicas?

A gripe pode complicar o quadro de pacientes portadores de doenças respiratórias crônicas e pode além disso complicar-se com outras infecções , por isso, é recomendada a vacinação.

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