Qualidade e Segurança do Paciente

A qualidade e a segurança do paciente são um dos principais valores do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, por isso, atuamos preventivamente para que os pacientes tenham uma assistência em constante aperfeiçoamento.

Para evitar ocorrências indesejadas e assegurar um monitoramento eficaz, um programa concebido para direcionar e dar suporte às melhorias mensuráveis – que inclui ainda os desfechos clínicos-, orienta o cumprimento das estratégias de evolução institucional, com excelência. A identificação precoce dos riscos é fundamental para o desempenho em segurança.

O Programa de Qualidade, Segurança do Paciente e Desfechos Clínicos está alinhado com os domínios da qualidade do Institute of Medicine (IOM): Segurança, Cuidado centrado no Paciente, Efetividade, Acesso/Oportunidade, Eficiência e Equidade.

Representação do Programa de Qualidade, Segurança do Paciente e Desfechos Clínicos

Liderança e Cultura de Segurança

O desenvolvimento de uma cultura de segurança positiva é baseado numa cultura justa, com comunicação aberta e transparente, que tem liberdade para fazer notificações e reportar não conformidades, e que está aberta ao aprendizado. Para isso, conta com uma liderança visível e presente, que deve garantir um ambiente de colaboração e trabalho em equipe.

O Sistema de gestão da Qualidade e Segurança do Paciente está baseado em 3 premissas básicas:

✓ Informações, metas e resultados

Todas as informações geradas pelo Sistema de gestão de Qualidade e Segurança do Paciente são analisadas pela equipe de qualidade e segurança do paciente e outras áreas parceiras, gerando projetos de melhoria, novos processos de práticas seguras e a revisão do plano de segurança do paciente. A informação é disponibilizada por vários canais de comunicação, seja por meio dos painéis de gestão à vista, alertas de segurança, comitê de Segurança do Paciente ou reuniões de performance organizacional (RPO).

✓ Transparência e Comunicação

O sistema de segurança está baseado na transparência e em um sistema de consequências, tendo como foco uma cultura não punitiva. A participação de todos é reforçada por meio de estímulo à notificação e abertura para discussão de incidentes e eventos adversos. A instituição possui também um processo de abertura de informações com pacientes e familiares, que permite a manutenção da confiança em nossos processos.

✓ Reconhecimento e Segurança Psicológica

O Sistema de Qualidade e Segurança do Paciente pressupõe que a liderança é responsável pelos resultados alcançados na operação e que, para isso, deve facilitar o desenvolvimento de um ambiente com segurança psicológica, onde todos são estimulados a falar sobre oportunidades de melhoria e discutir problemas e falhas.
A liderança é também responsável por promover o reconhecimento das boas práticas e bons desempenhos.

Gestão de Riscos e Incidentes

Sistema de Gestão de Riscos considera um conjunto de entradas de informação, para composição do cenário e análise dos principais ofensores. A gestão é descentralizada e qualquer usuário pode participar por meio da notificação de incidentes ou mesmo fazendo a tratativa de incidentes sem danos, que envolve a equipe de gerenciamento de riscos. No caso de eventos sentinela, a análise é realizada pelo Núcleo de Segurança do Paciente, com apoio da equipe de gerenciamento de riscos e da superintendência.

Gestão por Processos e Melhorias

A atuação em gestão por processos e melhoria contínua, tem como objetivo que a assistência seja sempre pautada nas melhores evidências e com as práticas de segurança mais atuais, buscando um cuidado integrado e seguro para alcançar os melhores desfechos clínicos. Utiliza-se de diretrizes sugeridas em ferramentas de melhoria como Lean SixSigma, FMEA, Modelo de Melhoria do IHI e outra ferramentas de qualidade, bem como modelos de PROMS e ICHOM para análise de desfechos clínicos.

Confiabilidade da Prática

A linha de atuação para garantir a confiabilidade da prática organiza processos e recursos, em parceria com a gestão, para o desenvolvimento, implantação e manutenção de padrões de qualidade, em conformidade com as normativas estabelecidas pela Joint Commition International (JCI) -- órgão internacional responsável pelo processo de acreditação ao qual a instituição se submete, de maneira voluntária.


Um cuidado confiável se dá também através do monitoramento de protocolos e ainda conta com a colaboração de auditores internos, que são profissionais capacitados para a realização de auditorias.

Competência e Capacitação

O desenvolvimento de equipes de alta performance é a base de sustentabilidade de um sistema que conta com um conjunto de competências e capacitações mínimas, para aumentar o desempenho das equipes e fomentar o trabalho em equipe. As diretrizes utilizadas vêm do currículo sugerido pela organização mundial da saúde (OMS) para equipes multiprofissionais e de estratégias de treinamento em equipe, considerando o desenvolvimento também de competências comportamentais, para a garantia da segurança assistencial.

Nossos indicadores

Este é um indicador tradicional de desempenho hospitalar que tem relação com a gestão eficiente de leitos e boas práticas clínicas. Este indicador aponta o tempo médio em dias que os pacientes permanecem internados.

Como medimos?

O cálculo do indicador considera:

Nº de pacientes-dia / Nº de saídas (altas, óbitos e transferências)


Certificado pela Consórcio Brasileiro de Acreditação (2018)

  • Quanto menor o valor, mais eficiente está sendo a gestão do leito operacional)
  • Nosso parâmetro externo para comparação dos resultados é a ANAHP – Associação Nacional de Hospitais Privados, entidade representativa que congrega resultados de hospitais de excelência do país.

Este indicador mede a proporção de pacientes com sepse ou choque séptico que foram a óbito durante a internação. Com estes dados é possível observar o risco de óbito entre os doentes com sepse ou choque séptico e identificar se as ocorrências estão relacionadas com a não adesão ao protocolo assistencial de sepse. O monitoramento destes indicadores é uma prática constante, que resulta na prevenção e redução de óbitos.

Como medimos?

O cálculo do indicador considera:

Nº Pacientes com Sepse ou Choque Séptico que foram a óbito/ Nº saídas de pacientes com sepse ou choque séptico x 100.

Certificado pela Consórcio Brasileiro de Acreditação (2018)

  • Quanto menor o valor, menos óbitos de pacientes com sepse e choque séptico estão ocorrendo nas unidades assistenciais.
  • Nosso parâmetro externo para comparação dos resultados é o ILAS: Instituto Latino Americano de Sepse, uma instituição sem fins lucrativos que coordena estudos clínicos na área de sepse.

Este indicador mede a ocorrência de quedas com lesão (menor ou maior), ocorridas em Unidades de Internação e Unidade de Terapia Intensiva. As quedas podem gerar lesões de intensidade diferente que podem agravar o quadro clínico do paciente. Por este motivo, monitoramos esta ocorrência e riscos relacionados, consolidando estratégias para a redução deste evento.

Como medimos?

A informação do número de quedas com lesão é obtida por meio da notificação de eventos e acionamentos dos atendimentos de urgência. O cálculo do indicador considera:

N° de quedas de pacientes com lesão / Nº de pacientes-dia x 1000

  • Quanto menor o valor, menos quedas com lesão estão ocorrendo nas unidades assistenciais).
  • Nosso parâmetro externo para comparação dos resultados é o NDNQI: National Database of Nursing Quality Indicators, uma base de dados americana de indicadores de qualidade de enfermagem.

Este indicador mede a ocorrência de infecções no sítio cirúrgico em pacientes que realizaram a cirurgia classificada como limpa e que se manifestaram até 90 dias após o procedimento (a cirurgia limpa é aquela feita na epiderme, tecido celular subcutâneo, sistemas musculoesquelético, nervoso e cardiovascular e que podem ser passíveis de descontaminação).

Esta infecção pode ser superficial, profunda ou de órgão/cavidade. Seu monitoramento é fundamental para incentivar as práticas de prevenção tanto no pré-operatório, quanto durante a cirurgia e no pós-operatório.

Como medimos?

A coleta de dados deste indicador é parte da rotina diária de vigilância da equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar – SCIH. O cálculo do indicador considera:

Nª infecções pós cirurgias limpas / Nª total de cirurgias limpas realizadas no período X 100

Certificado pela Consórcio Brasileiro de Acreditação (2018)

  • Quanto menor o valor, menos pacientes estão apresentado infecções de sítio cirúrgico.
  • Nosso parâmetro externo para comparação dos resultados é o CVE: Centro de Vigilância Epidemiológica, da Secretaria Estadual da Saúde do estado de São Paulo, que concentra dados de infecções relacionadas à assistência à saúde de serviços de saúde de todo o estado de São Paulo.

Expressa a proporção de pacientes que foram submetidos à determinado procedimento eletivo cirúrgico e foram readmitidos no hospital em até 30 dias após a alta da internação. O objetivo do indicador é monitorar as complicações cirúrgicas evitáveis decorrentes da qualidade da assistência prestada durante a internação para realização de procedimento cirúrgico de caráter eletivo.

Como medimos?

O cálculo do indicador considera:

Nº de pacientes que realizaram o procedimento cirúrgico eletivo e foram readmitidos em até 30 dias / Nº de altas de pacientes que realizaram o procedimento cirúrgico eletivo X 100.

Certificado pela Consórcio Brasileiro de Acreditação (2018)

  • Quanto menor o valor, menos complicações decorrentes do procedimento cirúrgico estão ocorrendo.

Este indicador mede a ocorrência de infecções da corrente sanguínea associadas a Cateter Venoso Central (CVC) em pacientes críticos da Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O monitoramento destas infecções é necessário para que as falhas nos processos assistenciais relacionadas ao uso de CVC possam ser reduzidas e o cuidado ao paciente possa ser aperfeiçoado continuamente, prevenindo a ocorrência destas infecções.

Como medimos?

A coleta de dados deste indicador é parte da rotina diária de vigilância da equipe do controle de infecção hospitalar (SCIH). O cálculo do indicador considera:

N° de infecções da corrente sanguínea associadas a cateter venoso central na UTI / N° de cateteres venoso central-dia x 1000

Certificado pela Consórcio Brasileiro de Acreditação (2018)

  • Quanto menor o valor, menos infecções estão ocorrendo na Unidade de Terapia Intensiva.
  • Nosso parâmetro externo para comparação dos resultados é o NHSN: National Healthcare Safety Network, uma rede americana do Centro de Controle de Doenças (CDC) que concentra dados de infecções relacionadas à assistência à saúde de serviços de saúde de hospitais norte-americanos.