Revista americana publica estudo brasileiro sobre cirurgia que pode reverter diabetes

Reconhecida no meio científico, a revista americana Diabetes Care, da American Diabetes Association, publica na próxima edição o estudo brasileiro que amplia as esperanças de pacientes diabéticos. Desenvolvido pelos médicos Ricardo Cohen e Bernardo Wajchemberg, ambos do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o trabalho comprova que a cirurgia gástrica contribui para reversão ou melhora da doença não só em obesos graves – como já indicaram outras pesquisas – mas também em pessoas com obesidade leve. O ineditismo do trabalho será conhecido pela comunidade científica internacional na edição de julho da Diabetes Care.

Durante o estudo foram analisados 66 pacientes que eram portadores de Diabetes tipo II de longa duração e obesidade leve (Índice de Massa Corpórea (IMC) de 30 a 35 kg/m2). Eles foram acompanhados durante seis anos após serem submetidos à cirurgia para desvio do trânsito dos alimentos, o “bypass” gástrico ou cirurgia em Y de Roux.

Os resultados mostraram que 88% dos pacientes tiveram o diabetes completamente revertido, ou seja, pararam de tomar medicação específica para a doença, e mantiveram o controle da glicemia sem medicações até o final do estudo.

Além disso, 11% dos analisados diminuíram o uso de medicações para o controle do diabetes e apenas um não obteve nenhuma melhora durante todo o acompanhamento.

Todos os 66 pacientes emagreceram, mas, surpreendentemente, a perda de peso não se correlacionou com a melhora do diabetes. Mais da metade deles também apresentou melhora da hipertensão, assim como do colesterol e dos triglicérides elevados. O acompanhamento revelou ainda que 15% dos avaliados apresentaram complicações leves no pós-operatório (hematomas, infecção urinária e úlcera), e nenhum apresentou complicações mais graves.

“Ainda é muito cedo para afirmar que todo paciente com diabetes deve ser tratado com cirurgia, mas esta pesquisa foi a primeira em que os pacientes foram acompanhados por longo prazo, mostrando que os benefícios deste tipo de intervenção podem permanecer por pelo menos seis anos. O estudo traz dados importantes para o avanço do tratamento desta doença, que é responsável por tantas mortes e complicações em todo o mundo”, afirma Ricardo Cohen, médico que foi o investigador principal no trabalho.

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