Rastreamento de lesão precursora do câncer colorretal é fundamental para prevenção da doença

São Paulo, 21 de setembro de 2020 – O câncer colorretal ou câncer de cólon é um dos tipos de neoplasia mais comum no trato gastrointestinal e o terceiro mais incidente entre todos os cânceres. O Inca (Instituto Nacional do Câncer) estima que cerca de 41 mil novos casos da doença sejam diagnosticados no país anualmente até 2022. Eles abrangem tumores que começam no intestino grosso (cólon) e no reto (parte final do intestino grosso).

Grande parte destes tumores têm início com o surgimento de pólipos, espécie de verrugas, lesão benignas que se fixam na parede do intestino. Porém, se não forem diagnosticadas e extraídas precocemente, tais lesões aumentam de tamanho e adquirem características de malignidade, tornando-se tumores cancerígenos.

Para alertar sobre a prevenção e a importância diagnóstico precoce para o controle da doença, anualmente é realizada a campanha Setembro Verde.

De acordo com o Dr. Thiago Jorge, oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o diagnóstico de câncer colorretal está mais frequente entre adultos jovens. “Nesta população, os tumores também se apresentam de forma mais agressiva, se comparados aos característicos do paciente que descobre a doença entre a sexta e sétima década de vida. Eles podem ter uma biologia mais agressiva, além de serem descobertos em estágios mais avançados, pelos sintomas serem negligenciados nesta população. Por isso, o a importância do alerta”.

Existem diversos testes de detecção disponíveis, desde amostras de fezes onde procuramos sinais de sangue até testes que procuram mutações nas fezes e que possam indicar a presença de tumores. Mas, o mais utilizado e recomendado costuma ser a colonoscopia. O oncologista explica que caso haja a presença de sangue nas fezes é necessário que o paciente faça uma colonoscopia, exame endoscópico que usa uma microcâmera acoplada em um tubo flexível e fino para captar em tempo real, imagens do cólon, identificando a presença de pólipos. Durante o exame é possível fazer a extração destes pólipos, evitando que eles se tornem tumores malignos.

A partir dos 45 anos, os exames são recomendados para homens e mulheres que não tenham histórico familiar de câncer colorretal. Caso o resultado da colonoscopia não encontre pólipos, o exame pode ser repetido a cada três anos. Se houver a presença das verrugas, a periodicidade do procedimento é definida pelo médico.

O médico do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta que o câncer colorretal é silencioso e, por isso, qualquer sintoma ou comportamento diferente do intestino não deve ser ignorado e precisa ser investigado por um especialista.

“Sangramento perceptível nas fezes, mudança no funcionamento do intestino (diarreia frequente ou prisão de ventre), dores abdominais, anemia recorrente e perda de peso muitas vezes são confundidas com doenças benignas do trato gastrointestinal, como as hemorroidas. Isso pode retardar o diagnóstico de pólipos intestinais, aumentando as chances da identificação de tumores colorretais. Portanto, é fundamental não ignorar os sintomas”, afirma Dr. Thiago Jorge.

O especialista lembra que quando tumores colorretais são identificados precocemente, 90% deles são curáveis, mas quando a doença é detectada em fases avançadas as chances de cura caem para 50 a 70% e, quando já se desenvolveram metástases (quando o câncer atinge outros órgãos) varia entre 20 a 25%, mas ainda é um índice bom se comparado aos outros tipos de câncer”, diz o oncologista.

Tratamento

O tratamento do câncer colorretal depende do estágio da doença e da localização do tumor. Quando o diagnóstico é feito em fase inicial, o procedimento cirúrgico para a retirada do segmento intestinal acometido pelo tumor e dos linfonodos correspondentes é suficiente para conter a progressão da doença. Em casos mais avançados, o tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia. Além disso, outras terapias alvo moleculares estão aprovadas em outros países e, algumas no Brasil, com sua utilização baseada em testes mutacionais no tumor. Também existe a imunoterapia, medicamentos que estimulam o sistema imunológico a reconhecer e destruir células cancerígenas, mas que são opções em casos mais restritos de câncer colorretal.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Fundado em 1897 por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase em Oncologia e Doenças Digestivas, em 2020 a Instituição irá completar 123 anos. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde -, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 4 mil médicos cadastrados ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz – https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/

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