Prevenir hipertensão pode evitar até 20% das doenças cardiovasculares no mundo

São Paulo, 26 de abril de 2021 – Mais de 40% dos casos de doenças cardiovasculares e mortes na população do maior estudo epidemiológico do mundo, o PURE (Prospective Urban Rural Epidemiology), que no Brasil é coordenado pelo Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, foram atribuídos a fatores metabólicos, sendo a hipertensão o principal, representando 22,3% dos casos.

Aproximadamente 70% dos casos de doenças cardiovasculares e mortes na população geral foram atribuídos a fatores de risco modificáveis, e hipertensão, mesmo sendo um fator metabólico, é um destes.

“Com o estudo, já temos dados suficientes para implementar medidas na prática clínica em relação ao infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral, reduzindo a taxa de mortalidade e incapacitação”, explica Dr. Álvaro Avezum, cardiologista, diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e um dos autores do estudo.

“O PURE, além de apontar que o fator mais importante para desenvolvimento de doenças cardiovasculares é hipertensão, ainda traz o colesterol em segundo lugar e em terceiro a poluição. Baixa escolaridade aparece como sexto fator e falta de força muscular em nono. O impactante foi ver o fator poluição na frente de fatores de risco sempre apontados por estudos e especialistas, como tabaco e diabetes”, complementa.

Os resultados para hipertensão merecem destaque frente à pandemia do coronavírus, uma vez que a pressão alta é fator de risco para a forma grave da Covid-19. Estudos realizados com pacientes da China apontaram para maior risco de agravamento e morte por Covid-19 em pessoas que apresentam doenças pré-existentes, como diabetes e hipertensão, além de doenças cardiovasculares. No início da pandemia no Brasil, 72% dos óbitos por Covid-19 confirmados eram de pessoas com mais de 60 anos e 70% apresentavam pelo menos um fator de risco.

Diagnóstico e Prevenção

O problema de complicações da doença pode estar na falta de diagnóstico, por conta do aspecto silencioso da hipertensão, que geralmente não apresenta sintomas. Alguns pacientes descrevem tontura, mal-estar, dor de cabeça e dor na nuca, mas isso pode ocorrer quando a pressão já está descompensada e muito alta. Portanto, acompanhamento médico de rotina ajuda no diagnóstico precoce e no tratamento.

Como aponta o estudo global epidemiológico PURE, fatores externos podem comprometer e trazer consequências à saúde. Dessa forma, o especialista ainda explica que não pode ser considerada apenas a medição isolada. “Para prevenção, também é preciso criar medidas e políticas públicas que promovam detecção e controle efetivo da hipertensão arterial. Aproximadamente 15% dos hipertensos no Brasil tem pressão arterial sob controle. Prevenir e tratar a doença adequadamente permitiria redução em 20% do total de casos de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e insuficiência cardíaca no mundo”, complementa.

Sobre o PURE

Maior estudo epidemiológico do mundo, com participação de 300 mil indivíduos entre 35 a 70 anos, de áreas urbanas e rurais de 21 países, incluindo o Brasil, acompanhados por 14 anos, avalia como ocorre o adoecimento cardiovascular, oncológico, respiratório, renal, psicossocial, entre outros, em países de baixa, intermediária e alta renda. Até o momento, o estudo já contou com 200 publicações em revistas científicas de alto impacto, que mostraram dados atuais sobre alimentação e mortalidade por doenças cardiovasculares, revelando maior impacto negativo de carboidratos comparado à gordura e o resultado positivo do consumo de legumes e verduras.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Fundado em 1897 por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com 123 anos de atuação, é referência em serviços de alta complexidade e ênfase em Oncologia e Aparelho Digestivo. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde -, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 4 mil médicos cadastrados ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. Desde 2008, atua também na área pública como um dos seis hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz – https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/

Informações para a imprensa

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Gerência de Comunicação Corporativa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Data: 26/04/2021

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