Pé diabético: um alerta social

Aproximadamente 40% a 60% das amputações não traumáticas dos membros inferiores são realizados em pacientes com diabetes.

O diabetes mellitus é um dos mais sérios problemas de saúde pública em todo o mundo. A doença, que atinge mais de 250 milhões de pessoas, segundo dados do Ministério da Saúde, representa um problema de saúde pública, não só em função de suas graves complicações agudas e crônicas, mas também pelos altos custos sociais e financeiros, que representam cerca de 2,5% a 15% do orçamento anual da saúde em internações e tratamentos.

As alterações causadas pelo diabetes mellitus podem atingir todo o corpo e são numerosas, mas as lesões nos pés são frequentes e costumam evoluir prejudicialmente com a combinação da infecção e da isquemia que, geralmente, resulta em amputação. Estima-se, que a cada 30 segundos, alguém tenha um membro inferior amputado, sendo que aproximadamente 40% a 60% das amputações não traumáticas dos membros inferiores são realizadas em pacientes com diabetes, onde 85% são precedidas de uma úlcera do pé. Já o período de internação para tratamento dessa complicação costuma ultrapassar 60 dias.

Outro agravante: em média 17% dos pacientes diabéticos perdem a sensibilidade dos membros sem nenhum sintoma aparente, o que facilita o aparecimento das úlceras. Porém, de acordo com o estudo Diabetes and Foot care: Time to Act, da Internacional Diabetes Federation (IDF), é possível reduzir as taxas de complicações nos pés diabéticos de 49% a 85%, com estratégias que combinem prevenção, tratamentos interdisciplinares, monitoramento e educação das pessoas portadoras da doença, familiares, cuidadores e, principalmente, profissionais da área da saúde. Nos últimos anos, a percepção de que as complicações nos pés de pacientes diabéticos podem ser evitadas e até tratadas aumentou e já existem diversos profissionais especializados no tratamento.

Diante desse significativo cenário, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, desenvolve o serviço de Podiatria em seu Centro de Diabetes. O objetivo é oferecer aos pacientes a oportunidade de prevenir-se das complicações nos membros inferiores, que decorrem principalmente da neuropatia e da arteriopatia, características desta doença. “Temos uma rotina de cuidados, como o tratamento de unhas, remoção de calos, educação sobre cuidados com os pés, hábitos, aconselhamento sobre calçados, instrução e treinamento para cuidadores e familiares”, afirma Fátima Amaral, enfermeira responsável pelo serviço na Unidade Campo Belo do Hospital. A educação para o autocuidado do paciente diabético e de sua família se faz necessária a partir do momento em que for feito o diagnostico de diabetes; só assim haverá possibilidade de diminuir ou retardar o aparecimento de complicações degenerativas. “Essas medidas pretendem evitar ou encurtar, em dez anos, uma média de 36.000 leitos/dia”, esclarece Dr. Roberto Betti, coordenador do Centro de Diabetes.

O desenvolvimento de serviços específicos e multidisciplinares, como o Centro de Diabetes, está alinhado à estratégia da Instituição de especialização e atendimento integrado a toda cadeia da saúde: desde a educação e prevenção até o diagnóstico e tratamento.

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