Infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explica a Dengue tipo 4

As medidas preventivas, os sintomas e consequências da doença são idênticos aos já conhecidos pela população brasileira.

Recentemente registrada no Brasil, a dengue tipo 4 está alarmando a população. Porém, segundo o infectologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e especialista no assunto, Dr. Stefan Ujvari, a inserção do novo vírus em nosso cenário não altera as medidas preventivas e nem a forma de tratamento já conhecida. “A dengue causada pelo tipo 4 não é mais severa que os outros tipos”, explica o médico.

Por ser um vírus novo na região brasileira, o número de pessoas infectadas e, consequentemente, já imunes é muito pequeno, o que pode elevar o risco de uma epidemia. Porém, uma das melhores formas de controlar a doença são as ações realizadas pelo Ministério da Saúde e as promovidas pela população em suas residências, minimizando a proliferação do mosquito transmissor Aedes Aegypti. Dr. Stefan explica ainda que as vacinas para erradicar o vírus estão em estudo e devem obter os primeiros resultados em aproximadamente três ou quatro anos.

Conheça a dengue

A dengue é uma doença causada por quatro tipos de vírus diferentes: DEN-1, DEN-2, DEN-3, DEN-4. Ela é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti, que precisa de sangue para a postura de seus ovos.

A cada infecção por determinado tipo de vírus, o indivíduo passa a ser imune a ele, por isso é comum dizer que a pessoa pode ser infectada até quatro vezes. No Brasil, já existem relatos de três tipos e, em junho do ano passado, voltou a se diagnosticar o de tipo DEN-4. Segundo dados do Ministério da Saúde, a maior incidência de casos acontece entre janeiro e maio, período de temperaturas altas e muita incidência de chuvas.

Sintomas

Para qualquer um dos quatro tipos de dengue o indivíduo pode apresentar febre, com duração menor que uma semana, associada a dois dos seguintes sintomas: dor de cabeça, dores musculares, dor atrás dos olhos, dor nas juntas, sensação de cansaço e manchas avermelhadas espalhadas pela pele. Todo paciente com esses sintomas deve procurar um médico para avaliação, pois somente com o exame físico e laboratorial poderá ser feito o diagnóstico e tipo de tratamento adequado, internado ou domiciliar.

Tratamento

Não existe tratamento especifico para a doença. De maneira geral, é prescrito ao paciente hidratação rigorosa e controle a cada uma das possíveis complicações. O uso de medicamentos como AAS e outros salicilatos e anti-inflamatórios pode desencadear sangramentos e agravar o quadro.

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