Incontinência urinária pode ser controlada, mas pacientes ainda sentem vergonha de ir ao médico

Instituto da Próstata e Doenças Urinárias do Hospital Alemão Oswaldo Cruz é referência no assunto.

Dos brasileiros com mais de 60 anos, entre 15% e 30% apresentam algum grau de incontinência urinária – a perda involuntária de urina. O problema, que não escolhe classe social, afeta duas vezes mais as mulheres.

“Como a maioria dos casos de incontinência urinária não é incapacitante, muitas pessoas, principalmente mulheres idosas, acabam convivendo com o problema à custa da qualidade de vida”, diz Luciano Nesrallah, médico Diretor do Instituto da Próstata e Doenças Urinárias do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Segundo ele, muita gente afetada não procura ajuda por acreditar ser algo normal da idade ou que não é tratável. A vergonha de ir ao médico também é outro complicador. “A incontinência urinária não é um problema inevitável na vida de quem tem mais de 60 anos. Se for tratada devidamente, há grandes ganhos para o bem-estar”, ressalta o médico.

Tratamento

Quando o paciente procura centro especializado do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, são realizados exames físicos, de urina, ultrassonografia, teste de esforço, Raio X da bexiga, cistoscopia, resíduo pós-miccional e estudo urodinâmico, para que se definam diagnóstico e tratamento corretos.

Como a maior incidência em idosos se dá pela fraqueza da musculatura local, o primeiro tratamento é uma orientação sobre o funcionamento do sistema urinário, para promover mudanças comportamentais no hábito de urinar, além de exercícios para fortalecer o esfíncter uretral e, assim, diminuir as perdas.

Em outros casos, medicamentos para relaxar a bexiga e/ou aumentar o tônus dos esfíncteres podem ser usados. “Já o tratamento cirúrgico deve ser individualizado e sua necessidade avaliada caso a caso”, assinala o Dr. Luciano.

Os 4 tipos mais comuns de incontinência:

Incontinência Urinária de Esforço – devido a uma deficiência no suporte da bexiga e da uretra, feito pelos músculos do assoalho pélvico – por fraqueza ou lesão do esfíncter uretral –, a perda de urina acontece quando a pessoa força o abdome (por exemplo, quando tosse, espirra, levanta peso, etc.).

Incontinência Urinária por Urgência – a bexiga hiperativa, que se contrai involuntariamente, causa um repentino desejo de urinar, acompanhado da sensação de não haver tempo para chegar ao banheiro. A bexiga pode tornar-se hiperativa por conta de uma infecção urinária, que a irrita, ou por alterações nos nervos que a controlam.

Incontinência Urinária por Transbordamento – quando a bexiga não é esvaziada por longos períodos, a urina transborda. A pessoa pode não perceber e, se há fraqueza do músculo ou obstrução na uretra, o esvaziamento normal é dificultado. No homem, a principal causa é o aumento da próstata com obstrução da uretra, mas pode ocorrer em ambos os sexos e é mais comum em diabéticos e alcoólatras.

Enurese Noturna – a perda de urina durante o sono, comum em crianças de até cinco anos (quando o mecanismo urinário está amadurecendo), pode virar doença, se persistir.

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