Hospital Alemão Oswaldo Cruz alerta para o aumento dos males provocados pelo fumo com a chegada do inverno

Mesmo com os comprovados danos causados a milhões de homens e mulheres em todo o mundo, o tabagismo ainda é uma doença subestimada por boa parte da população. Para reverter esse cenário e alertar sobre as doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estabeleceu o dia 31 de maio como o Dia Mundial sem Tabaco. O tabagismo aumenta as chances de desenvolver doenças incapacitantes e letais e, com a chegada do inverno, os danos causados pelo fumo podem ser potencializados.

Segundo o Coordenador do Centro de Tratamento do Tabagismo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o pneumologista Dr. Ciro Kirchenchtejn, de forma geral, durante o inverno, estação em que o ar se apresenta mais frio e seco, a inversão térmica provoca o aumento de poluentes, como o dióxido de enxofre e outras partículas tóxicas, e acaba agredindo e ressecando a mucosa que reveste as narinas, assim como a garganta e os brônquios. As agressões costumeiras do inverno em conjunto com a fumaça do cigarro, que já sai de uma brasa a poucos centímetros da boca, carregada de milhares de substâncias tóxicas, podem potencializar os danos pulmonares.

Além disso, neste período, há um significativo aumento da chance de exacerbar ou desenvolver doenças respiratórias nesta época, como gripe, resfriado, pneumonias, bronquiolites, asma e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC).

Até os anos 50, os malefícios causados pelo cigarro eram subestimados. Mas durante alguns invernos da última década, pesquisas e observações realizadas na Inglaterra e nos Estados Unidos mostraram um aumento importante das visitas de fumantes aos prontos-socorros, assim como um crescimento da mortalidade de indivíduos com queixas respiratórias crônicas. Os tabagistas apresentam maior risco de desenvolver infarto do miocárdio, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) e DPOCs, que pioram sensivelmente nesta época, aumentando a chance de morte durante o inverno.

Para o especialista, parar de fumar evita o desenvolvimento e o agravamento de algumas das doenças que mais matam no mundo, como infarto do miocárdio, AVCs, DPOCs e outras. Além disso, abandonar o tabagismo pode trazer outros benefícios, como:

• Redução do mau hálito;

• Melhor desempenho em atividades esportivas;

• Bom exemplo para os filhos;

• Menor número de infecções das vias aéreas inferiores e superiores;

• Eliminação de importante fator responsável pela impotência sexual;

• Eliminação de importante fator responsável pelo envelhecimento precoce e aparecimento de rugas;

• Diminuição significativa das despesas financeiras;

• Eliminação de algo que pode encurtar a vida de cinco a oito anos.

Para mudar um comportamento é importante que os fumantes sejam chamados à reflexão. É preciso que tomem consciência de que não fumam porque têm prazer, mas porque são dependentes da nicotina. “O foco não deve estar na ‘falta’ de força de vontade como fator de insucesso, mas na conscientização do fumante sobre sua real condição: portador de uma doença que causa profundas alterações cerebrais e comportamentais”, afirma Dr. Ciro Kirchenchtejn.

No Centro de Tratamento de Tabagismo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o tabagismo é tratado como uma doença crônica. Um plano de cessação individualizado, com base em evidência clínicas, é estabelecido para que cada pessoa se sinta capaz de cumprir sua estratégia terapêutica e ganhar mais saúde e qualidade de vida. “O Hospital entende o tabagismo como uma doença e, por isso, atende os fumantes sem julgamentos e preconceitos, mas com acolhimento e objetividade.

Apresenta uma abordagem multidisciplinar com o máximo de recursos possíveis aos pacientes e dá suporte a pacientes internados e àqueles que se preparam para cirurgia eletiva ou quimioterapia, e têm urgência em parar de fumar. De modo consistente, dá suporte aos fumantes preocupados em evitar a recaída”, reforça Dr. Ciro Kirchenchtejn.

O programa desenvolvido pelo Centro de Tratamento de Tabagismo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz é realizado em três etapas e com o acompanhamento mensal durante o primeiro ano de abstinência para evitar lapsos e recaídas. “Muitos fumantes precisam aprender a se ver como não fumantes, criando uma nova identidade” ressalta Dr. Ciro Kirchenchtejn.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz

O Hospital Alemão Oswaldo Cruz, um dos maiores centros hospitalares da América Latina, é referência em serviços de alta complexidade, com foco em Doenças Circulatórias, Digestivas, Osteomusculares e Oncológicas. Fundado em 1897 por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital que possui uma das maiores casuísticas do país concentra seus esforços na busca permanente da excelência do atendimento integral, individualizado e qualificado ao paciente, além de investir fortemente no desenvolvimento científico, por meio do ensino e da pesquisa.

Com mais de 96 mil m² de área construída, o Hospital dispõe de 327 leitos de internação, sendo 22 salas de cirurgia, 44 leitos na Unidade de Terapia Intensiva e Pronto Atendimento 24 horas. Além disso, oferece uma das mais qualificadas assistências do país e Corpo Clínico renomado, para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Comission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde.

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