Festas de final de ano: dicas ajudam a evitar os excessos cometidos nesta época

Endocrinologista ensina formas de equilibrar o consumo de álcool e alimentos para não desequilibrar o organismo.

Final de ano inspira confraternização. No mês de dezembro, as agendas ficam lotadas de festas e encontros para celebrar o ano que chega ao fim. Nessa época é mais fácil, porém, cometer verdadeiros excessos já que as festas estão recheadas de quitutes e bebidas alcoólicas.

Com tantas opções saborosas, fica difícil resistir à tentação de cair fora da dieta. Pensando nisso, Dr. Luciano Giacaglia, endocrinologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, listou algumas dicas para aproveitar ao máximo a festança sem desequilibrar o organismo.

Ponto de partida

De acordo com o endocrinologista, alguns conselhos básicos podem barrar os exageros mais comuns nestas ocasiões. “Ter em mente que o nosso organismo levará algumas semanas para se equilibrar novamente é essencial. Gastamos mais tempo para voltar ao ritmo normal que para abusar nos dias de festa. Portanto, é preciso pesar o que vale a pena”, explica.

A primeira recomendação é se manter bem hidratado. “Por vezes a sensação de sede pode ser interpretada como fome e acabamos comendo mais enquanto estamos desidratados”, afirma Giacaglia.

Também é preciso lembrar que comer bem não é sinônimo de comer muito. Segundo o médico, o segredo é comer primeiro com os olhos, com o olfato e depois levar o alimento à boca, mastigando lentamente e saboreando-o antes de engolir. “Existe um lapso entre a entrada do alimento no estômago e a comunicação com o cérebro. Comendo lentamente, aumentamos a sinalização de saciedade para o cérebro e, por consequência, ingerimos menos comida”, completa.

Escolhas que fazem a diferença

Outra questão importante durante as festividades é saber escolher. “Diversas vezes nos fartamos de alimentos dispostos em buffets e que na verdade não são tão prazerosos. Diante de várias opções, dê uma volta na mesa antes de se servir e procure apenas aqueles pratos que realmente lhe apetecem e pegue pequenas porções. Caso contrário, sairá com uma “montanha” no prato”, aconselha o endocrinologista. Para aqueles que buscam ser ainda mais moderados, a dica é incluir sempre um belo prato de salada, que ocupará parte do estômago e induzirá maior saciedade.

Além disso, a forma de preparo dos pratos também merece atenção. “Gordura não deve ser sinônimo de prazer, portanto, utilize outros ingredientes que realcem o sabor como ervas e especiarias”.

Todos esses cuidados podem evitar não só o excesso de calorias ingeridas, mas também problemas gastrointestinais, como diarréia e flatulência, além de distensão abdominal e náuseas, gastrite e refluxo gastresofágico. Os abusos podem causar até mesmo quadros mais severos de descompensações metabólicas, com elevação das taxas de glicose, colesterol, triglicérides e ácido úrico, aumento da pressão arterial ou ainda arritmias cardíacas pelos excessos de refrigerante; formação de cálculos renais e acidentes com o uso excessivo de álcool. “O excesso de açúcar e sal pode também precipitar quadros de labirintites e tonturas, e levar a quadros de edema e elevação da pressão arterial”, completa.

No caso das bebidas alcoólicas, os principais riscos são a irritação da mucosa do estômago e esôfago, favorecendo gastrites e esofagites, úlceras e, eventualmente, sangramento digestivo. Além disso, podem acarretar hipoglicemia em razão do álcool depletar as reservas de açúcar do fígado. “O consumo deve ser muito consciente para não acabar com as comemorações antes da hora. Uma alternativa é alternar a bebida com goles de água, pois o álcool favorece a desidratação de nosso organismo por inibir o hormônio antidiurético, que é responsável por reter água no corpo”, finaliza.