Estudo mostra a eficácia de técnica para alívio de dores no pós-operatório

Pesquisa desenvolvida no Hospital Alemão Oswaldo Cruz mostra resultados satisfatórios da calatonia, criada durante a Segunda Guerra Mundial.

Foi realizado no Hospital Alemão Oswaldo Cruz um estudo para verificar a eficácia da calatonia – técnica de relaxamento baseada em estímulos tácteis sutis para controle da dor, durante o pós-operatório imediato. A influência e a funcionalidade da técnica foram pesquisadas pela enfermeira Elaine Lasaponari, Coordenadora de Enfermagem da Recuperação Pós-Anestésica, com autorização das equipes cirúrgicas e dos pacientes.

A calatonia, desenvolvida pelo médico húngaro Pethö Sándor durante a Segunda Guerra Mundial, se dá por meio da realização de uma série de nove toques. Distribuídos nos artelhos, nas regiões plantares dos pés, tornozelos, no início das panturrilhas e, algumas vezes, com o acréscimo do décimo toque na região occipital, os toques são realizados de forma silenciosa e quase imperceptível.

Aplicada em 116 pacientes submetidos à cirurgia de colecistectomia por vídeolaparoscopia e divididos entre grupo experimental e grupo placebo, que recebeu apenas toques não intencionais, a aplicação acontecia em dois momentos: na admissão e após 60 minutos de permanência na sala de recuperação pós-anestésica. Nesse período, foram avaliados parâmetros clínicos como frequências cardíaca e respiratória, pressão arterial sistêmica, temperatura corpórea axilar, saturação de oxigênio, dor e índices de Aldrete e Kroulik e de Ramsay.

Segundo a enfermeira, que realizou o estudo como parte da dissertação de mestrado, além dos resultados obtidos por meio dessas avaliações, a pesquisa contou com relatos cedidos pelos membros do grupo experimental, com descrições detalhadas sobre as sensações geradas com aquele contato no pós-operatório imediato. “Alívio, relaxamento, leveza e tranquilidade foram algumas das citações mais comuns entre os 58 pacientes do grupo. Alguns chegaram até a afirmar que gostariam que a técnica fosse realizada depois de qualquer procedimento cirúrgico, já que amenizavam algumas sensações desagradáveis na recuperação pós-anestésica e resultavam na redução dos medicamentos utilizados para dor”, afirma Elaine.

Atualmente, não existe nenhuma instituição hospitalar que faça o uso da calatonia como terapia adjuvante para o alívio da dor, durante a recuperação pós-anestésica, mas a partir das opiniões dos pacientes, assim como dos cirurgiões e anestesiologistas que puderam verificar de perto a técnica e as reações dos pacientes, é possível afirmar que a prática pode representar um diferencial no acompanhamento pós-cirúrgico. “Estamos falando de algo que foi criado na década de 40, mas que mesmo assim possui um caráter inovador bastante importante. Além de proporcionar o bem-estar físico e emocional, a técnica resgata toda a parte da assistência humanizada e individualizada, algo que, aqui no Hospital, estamos bastante engajados em fazer”, conclui.

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