Estudo global aponta que melhoria de 20% na qualidade da dieta está associada à redução de 8% na mortalidade e de 6% na ocorrência de doenças cardiovasculares em todo o mundo

Estudo conta com coautoria do Prof. Dr. Álvaro Avezum, diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz

São Paulo, 20 de julho de 2023 – Um estudo global, publicado no European Heart Journal, revela que adotar alimentação combinada com porções elevadas de frutas, legumes, castanhas, peixes e laticínios está associada claramente a menor risco de doença cardiovascular e mortalidade em todas as regiões do mundo, especialmente em países de baixa renda. O levantamento, denominado “Diet, cardiovascular, disease, and mortality in 80 countries” contou com 244.597 participantes, de 80 países nos seis continentes, e evidencia que o consumo de dietas não saudáveis tem sido associado a morte por doenças cardiovasculares.

Utilizando dados do PURE (Population Urban and Rural Epidemiology), que é a maior plataforma mundial sobre entendimento dos determinantes do adoecimento no mundo, e que está em andamento há 18 anos, reunindo dados de 101 países, com 300 mil indivíduos no mundo, a publicação desenvolveu pontuação de dieta saudável levando em consideração seis grupos alimentares associados a um menor risco de morte: frutas, vegetais, castanha, legumes, peixes e laticínios (principalmente integrais). Foram analisados os efeitos dessa “pontuação” em relação à mortalidade por todas as causas e eventos cardiovasculares graves, como doença cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. No Brasil, o PURE é liderado pelo Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, sob a coordenação do Prof. Dr. Álvaro Avezum.

Os resultados mostraram que uma melhoria de 20% na qualidade da dieta estaria associada à redução de 8% na mortalidade e de 6% na ocorrência de doenças cardiovasculares. De acordo com o Prof. Dr. Álvaro Avezum, um dos co-autores do estudo e diretor do Centro Internacional de Pesquisa do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, os dados publicados têm implicações diretas na alimentação de todo o mundo, incluindo nosso país, pois indica que os maiores ganhos para evitar doenças cardiovasculares prematuras e mortes globalmente devem ocorrer com o aumento moderado da ingestão de alimentos saudáveis, especialmente nas regiões mais pobres do mundo. O levantamento aponta ainda que restringir a ingesta de laticínios a quantidades muito baixas não é o mais adequado e sugere que, em países de baixa e média renda, o aumento moderado é benéfico à saúde.

Pontuação que salva vidas

A metodologia do estudo aplicou pontuação para as dietas, onde a alimentação saudável maior (≥ 5 pontos) estava associada a menor risco de morte e eventos cardiovasculares. Em comparação com uma pontuação baixa (≤ 1 ponto), aqueles com pontuação alta tiveram um risco reduzido de mortalidade, doença cardiovascular, infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral.

Essas descobertas foram consistentes em vários estudos independentes realizados em diferentes países. Além disso, foi observado que uma pontuação de dieta saudável mais alta teve um impacto ainda maior em regiões com menor renda nacional bruta. Isso sugere que adotar uma dieta saudável pode ter benefícios ainda mais significativos em áreas com recursos limitados.

“Os resultados do estudo são importantes não só para o incentivo à alimentação balanceada e saudável, mas também para auxiliar a adoção de políticas públicas que aliem a redução de consumo de alimentos industrializados e ultraprocessados ao aumento de eventos cardiovasculares e consequentemente de mortes prematuras por fatores evitáveis”, afirma o Prof. Dr. Álvaro Avezum.

Data: 20/07/2023 Fonte: HAOC

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