Escolha dos alimentos pode influenciar na recuperação pós-cirúrgica

Escolha dos alimentos pode influenciar na recuperação pós-cirúrgica Escolha dos alimentos pode influenciar na recuperação pós-cirúrgica Nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz dá dicas de como aproveitar os alimentos funcionais.

Logo depois de uma cirurgia, o organismo ainda está se adaptando à quantidade reduzida de energia, já que vem de um período de jejum. Para ajudar o corpo a se livrar do cansaço, e às vezes também da dor, é preciso introduzir maior quantidade de calorias e proteínas. Mas vale o alerta da equipe de Nutrição do Hospital Alemão Oswaldo Cruz: a dieta deve ser elaborada conforme cada caso.

“As necessidades nutricionais após uma cirurgia variam de acordo com o tipo de procedimento. Dependendo do local secionado, passará a ser necessária certa atenção quanto à reposição de nutrientes específicos, mas na maioria dos casos a proteína é uma das mais importantes para auxiliar durante o processo de cicatrização e reparação dos tecidos e órgãos. As proteínas de origem animal podem ser encontradas no peixe, frango, carnes bovina, suína e de aves, leite de vaca ou de cabra, e todos os derivados lácteos, como queijo, iogurte, requeijão, creme de leite, etc. Já as proteínas de origem vegetal estão em feijões, ervilha, lentilha, grão de bico, soja e derivados, como carne de soja, tofu e leite de soja”, explica a nutricionista Livia Yumi.

Blindagem contra doenças

Vários alimentos são chamados de funcionais porque, entre outros benefícios que proporcionam à saúde, servem como poderosos aliados na prevenção de doenças. Alguns não podem faltar na alimentação, entre eles:

Alho: possui a licina e componentes sulfurados voláteis. Tem ação terapêutica no tratamento de desconforto gastrointestinal, parasitoses, verminoses intestinais e dislipidemias, além de atividade anti-inflamatória e antiasmática.

Aveia: a betaglucana presente neste cereal auxilia na redução de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e obesidade. Além disso, reduz de forma significativa as concentrações de colesterol ruim e aumentar o colesterol benéfico.

Frutas cítricas: ricas em vitamina C, pectina, potássio, carotenoides e diversos terpenos, atuam na prevenção de várias doenças, incluindo alguns tipos de câncer. “A pectina atua reduzindo o colesterol e controlando a glicemia. Já a vitamina C tem papel importante na absorção do ferro, prevenindo anemia. São vários os benefícios no consumo de frutas como limão, laranja, tangerina e grapefruit”, assinala Livia.

Gengibre: são várias as propriedades conferidas ao gengibre, como anti-inflamatória, antiemética, antinauseante e antibacteriana. Na área clínica é muito utilizado para amenizar os sintomas de vômitos e náuseas, principalmente nos pacientes em tratamento de quimioterapia e radioterapia.

Oleaginosas: vários estudos demonstram uma relação inversa entre o consumo de oleaginosas e o desenvolvimento de doença cardiovascular. São fontes de proteína vegetal, fibras, vitaminas antioxidantes, minerais e fitoquímicos. São importantes antioxidantes, sendo o resveratrol o principal representante, presente na casca e na semente. O resveratrol captura os radicais livres e pode reduzir os riscos de doenças coronarianas, inibindo a agregação plaquetária nas artérias.

“Todos esses alimentos são muito recomendados para prevenção de doenças e melhora do sistema imunológico. Mas, para que os benefícios dos alimentos funcionais sejam atingidos, é necessário que o consumo destes itens seja regular”, destaca Lívia.

Medidas combinadas

De acordo com a nutricionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a baixa concentração de componentes funcionais em certos alimentos industrializados exige que esses produtos sejam consumidos em grande quantidade para que se obtenha o efeito positivo mencionado no rótulo.

“No caso do leite enriquecido com ômega 3, por exemplo, seria mais fácil e vantajoso o consumidor continuar ingerindo o leite convencional e optar pela fonte natural de ômega 3, que é o peixe. Primeiro, porque normalmente os produtos industrializados com ação funcional são mais caros. Segundo, pelo fato do peixe ter outros nutrientes importantes a oferecer, como proteínas de boa qualidade, vitaminas e minerais”, esclarece Nairana Borim, do Centro de Nutrição do Hospital.

Outra recomendação também deve ser seguida: “Alimentos funcionais são eficazes somente quando fazem parte de uma dieta equilibrada, juntamente com um estilo de vida saudável, o que inclui exercícios físicos regulares, ausência de fumo e moderação no álcool. Isso quer dizer que, se a pessoa estiver utilizando um alimento para o controle do colesterol, ela somente terá resultados positivos se a ingestão deste estiver associada a uma dieta pobre em gordura saturada e colesterol”, finaliza Nairana.

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