Dicas para saúde da mulher

Amanhã, 08/03, é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Ginecologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz dá orientações sobre prevenção e cuidados necessários.

No contexto atual, em que já não é novidade a crescente ocupação de altos cargos pelas mulheres no mercado de trabalho, é importante lembrar que o estresse pode intervir no funcionamento do eixo endócrino. O ovário funciona por estímulos que vêm do sistema nervoso central e passam pela hipófise, uma glândula que produz hormônios que vão até o ovário e estimulam a produção de estrogênio, progesterona e testosterona.

“O estresse pode alterar todo esse mecanismo, levando ao sangramento irregular e constante, à disfunção menstrual ou à ausência dela, causando a falta de ovulação, que altera a produção inclusive de hormônio masculino”, explica Dr. Edmund Chada Baracat, ginecologista e Coordenador do Instituto da Mulher do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

O primeiro contato com o ginecologista deve acontecer por volta dos 11 ou 12 anos, fase em que comumente acontece a menarca, como é chamada a primeira menstruação. O especialista deve ser procurado anualmente até os 40 anos. Após essa idade, o ideal é uma visita a cada seis meses.

Para se prevenir, é fundamental realizar periodicamente alguns exames que detectam o câncer, como o Papanicolaou, que é um exame citológico. “Esse exame permite detectar precocemente o câncer de colo de útero e, em especial, as lesões que levam ao desenvolvimento desse câncer”, diz Dr. Baracat. Após os 40 anos, a mulher deve realizar a mamografia anualmente, para detectar lesões que podem evoluir para o câncer de mama.

Além disso, é indicado o clássico equilíbrio entre exercícios físicos e alimentação saudável, com proteínas e fibras, evitando excesso de gordura e consumindo quantidade considerável de legumes, verduras, frutas e alimentos ricos em cálcio e vitaminas.

De olho nos sintomas

As principais síndromes e doenças que acometem a mulher podem se manifestar por sangramento, alterações ou ausência de menstruação. Atrasos menstruais podem refletir uma alteração endócrina, por exemplo. Nestes casos, a investigação é muito importante, sobretudo nas mulheres que tenham atividade sexual. Alterações na mama, como dor ou presença de nódulos, também devem merecer atenção.

As mulheres com mais de 50 anos ou próximas a essa idade devem ficar atentas aos sintomas da menopausa: ondas de calor e alterações neuropsíquicas. A TPM também merece a devida atenção, pois é uma síndrome que altera o comportamento da mulher, em geral antes da menstruação. Após a menopausa, qualquer sangramento e prurido (coceira) na região da vulva devem ser pesquisados com cuidado; um sangramento após a menopausa pode ser um alerta para câncer de colo de útero ou um câncer no corpo uterino.

O médico complementa ainda que hoje existe uma alta taxa de infecção por HPV. O vírus tem predileção pelo colo do útero, e lá desenvolve alterações que podem evoluir para lesões precursoras do câncer. Esse processo, em geral, tem duração de oito a dez anos, e nesse período o ginecologista tem um momento certo para a prevenção.

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