Diagnóstico precoce do câncer de intestino aumenta em 90% as chances de sobrevivência

São Paulo, 5 de setembro de 2018 – Setembro é o mês escolhido pela Sociedade Brasileira de Coloproctologia para alertar a população sobre o câncer colorretal (intestino), doença menos difundida do que o câncer de mama e próstata, mas que está entre um dos mais frequentes no mundo, sendo o segundo mais incidente entre as mulheres e o terceiro entre os homens no Brasil.

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), 34,2 mil casos novos são registrados por ano no país. Desse número, 17,6 mil são mulheres e 16,6 mil são homens. Em apoio à campanha da Sociedade Brasileira de Coloproctologia, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz irá iluminar sua fachada de verde neste mês de setembro.

O câncer colorretal acomete o intestino grosso (também conhecido como cólon, sendo que o reto é a porção final do intestino grosso). É tratável e, na maioria dos casos, curável ao ser detectado precocemente, ou seja, quando ainda não se espalhou para outros órgãos. Quando diagnosticado no início, as chances de sobrevivência chegam a 90%.

O consumo excessivo de carnes vermelhas e processadas, com alto teor de gordura e pouca fibra, associado a uma vida sedentária, são os principais fatores de risco que podem levar ao surgimento do câncer no intestino, além de outros fatores, como doença inflamatória intestinal, histórico familiar de câncer colorretal e algumas síndromes genéticas. A oncologista do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dra. Renata D’Alpino alerta que o tabagismo e o abuso do álcool também são fatores determinantes nesse caso. “O ideal é que se tenha uma dieta rica em frutas e vegetais. Mais de 800g por dia pode reduzir o risco em 26%, além de incluir a ingestão de 25g a 30g por dia de fibras na alimentação”, comenta.

Por conta do aumento deste tipo de câncer em pacientes mais jovens, em maio deste ano, a Sociedade Americana do Câncer anunciou novas diretrizes em relação a prevenção, que incluem a recomendação da realização do exame de colonoscopia a partir dos 45 anos, a cada cinco anos. A indicação anteriormente era de que o exame fosse realizado a partir dos 50 anos.

Segundo a oncologista especializada em tumores do trato gastrointestinal, estudos importantes auxiliaram a Sociedade Americana a chegar nessas novas diretrizes. “Os exames não ajudam apenas a diagnosticar precocemente, mas também auxiliam a identificar pólipos que podem se transformar em câncer se não retirados”, explica a médica.

Um dos maiores obstáculos das instituições de saúde pública e privada e sociedades médicas, é superar os mitos que impedem que a população procure o médico e realize exames de prevenção. Para elucidar sobre o tema, a doutora esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença:

Mitos e verdades sobre câncer de colorretal (intestino)

  • A doença geralmente não apresenta sintomas em sua fase inicial – VERDADE: o câncer colorretal pode se desenvolver silenciosamente por um tempo, sem apresentar nenhum sintoma. Os mais comuns são o sangramento nas fezes, anemia sem causa aparente e alterações no hábito intestinal, como diarreia ou intestino preso.
  • Os jovens são os mais acometidos pela doença – MITO: a doença atinge mais pessoas a partir dos 50 anos. Porém, um estudo divulgado pela Sociedade Americana em 2018, analisou aproximadamente 490 mil pessoas e mostrou que os jovens de hoje têm um risco maior que os jovens da década de 1980 de desenvolver a doença. A probabilidade, ainda que baixa – um caso em cada 100 mil entre jovens de 20 a 29 anos – preocupa pelo fato de ter aumentado com o tempo. Na década de 1980, a probabilidade era de 0,5 para cada 100 mil. O estudo acendeu um alerta em relação aos hábitos dos jovens atualmente.
  • Pólipos no intestino podem virar câncer – VERDADE: “aproximadamente 10% dos pólipos podem se transformar em câncer, dependendo do seu tipo, tamanho e agressividade de suas células”, comenta a doutora Renata D’Alpino. Pólipo é uma lesão na parede interna do intestino que pode virar câncer em um processo que leva de cinco a 15 anos. “A colonoscopia pode detectar e remover a maior parte dos pólipos do intestino grosso, impedindo a evolução para o câncer. Além da prevenção, este exame é tão importante para a detecção precoce da doença como a mamografia é para a identificação de câncer de mama”, completa.
  • Obesidade aumenta o risco para desenvolver este tipo de câncer – VERDADE: a obesidade não é somente um fator de risco para o câncer colorretal, mas como para outros tipos da doença. Hábitos saudáveis, como o combate ao sedentarismo e a redução do consumo de alimentos industrializados e embutidos, são essenciais para diminuir os riscos do surgimento da doença.
  • Não é necessário realizar exame de colonoscopia se não apresenta sintomas – MITO: no Brasil os índices de cura não ultrapassam 50%, segundo a Sociedade Brasileira de Coloproctologia. Isso acontece porque os doentes são diagnosticados em fase avançada do câncer. “É uma doença silenciosa”, alerta a médica. Para pacientes que não apresentam sintomas, a estratégia de rastreamento recomendada pela maioria dos especialistas é a realização de colonoscopia a partir dos 45 anos, a cada cinco ou 10 anos. Como alternativas, pode-se recomendar teste fecal anual ou retossigmoidoscopia (exame utilizado para o diagnóstico das doenças que acometem a porção final do intestino grosso) a cada cinco anos com ou sem teste fecal associado.
  • A colonoscopia é um procedimento doloroso e constrangedor – MITO: a colonoscopia não é tão desagradável quanto a maioria das pessoas acredita. O procedimento dura de 15 a 30 minutos e o paciente é sedado para evitar qualquer desconforto. No entanto, o preparo intestinal antes do exame pode incomodar.
  • Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz

    Fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, a Instituição completou 120 anos em 2017. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde –, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 3.900 médicos cadastrados ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

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