Diagnóstico e tratamento de câncer não devem ser interrompidos durante pandemia de Covid-19

São Paulo, 10 de julho de 2020 – Exames de rotina e procedimentos foram adiados e até suspensos devido à pandemia do novo coronavírus. Antes da chegada da Covid-19 no país, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) estimava que 66 mil novos casos de câncer de próstata fossem diagnosticados neste ano no Brasil. No entanto, o isolamento social necessário para evitar a propagação do vírus respiratório pode ter retardado o diagnóstico precoce do tipo de câncer mais prevalente na população masculina, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

Por isso, o Dr. Carlo Passerotti, Coordenador do Centro de Cirurgia Robótica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, alerta sobre a importância da realização dos exames de check-up oncológicos mesmo em tempos de Covid-19. “Em uma conta muito simples, estimamos que entre março e junho deste ano, cerca de 22 mil novos casos da doença podem não ter sido diagnosticados em consequência da pandemia”, aponta o especialista.

Deixar de realizar exames de check-up anualmente aumenta as chances de detecção da doença em estágio avançado. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que 20% dos tumores de próstata são diagnosticados tardiamente e 25% dos pacientes morre em decorrência da doença. No entanto, quando há a detecção precoce, no estágio inicial, as chances de cura são em torno de 90%. Alguns dos tumores de próstata podem crescer de forma rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar à morte. A grande maioria, no entanto, se desenvolve lentamente, levando cerca de 15 anos para atingir 1 cm³.

O especialista reforça que um centro de excelência como o Hospital Alemão Oswaldo Cruz está preparado para receber os pacientes de especialidades não relacionadas à Covid-19 com total segurança em tempos de pandemia e adota todas as medidas sanitárias estabelecidas pelas entidades internacionais de saúde e definiu fluxos rigorosos de atendimento para todos os pacientes, independente da patologia.

“Entendemos que vivemos um momento atípico, mas a evolução do câncer não espera o fim da pandemia, é importante seguir com os tratamentos para evitar que a evolução dos tumores acelere e interfira no sucesso dos desfechos clínicos”, alerta Passerotti.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Fundado em 1897 por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase em Oncologia e Doenças Digestivas, em 2020 a Instituição irá completar 123 anos. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde –, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 4 mil médicos cadastrados ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. Desde 2008, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz – https://www.hospitaloswaldocruz.org.br/

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