Cuidando dos rins

Em ocasião do Dia do Rim, comemorado amanhã, 08/03, nefrologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explica os principais problemas que acometem os “filtros do corpo” e dá dicas de como preveni-los.

Os rins são dois órgãos excretores, em forma de feijão, de aproximadamente 11 cm de comprimento, 5 cm de largura e 3 cm de espessura. Eles filtram substâncias metabolizadas pelo organismo que circulam no sangue, como a ureia, e os excretam com água, que vão para a bexiga em forma de urina. É um processo que acontece a todo momento em nosso corpo, mas alguns problemas, decorrentes principalmente de maus hábitos alimentares, complicam a vida de muita gente.

A ingestão acentuada de sal, perda de líquido pelo suor e baixa ingestão diária de água favorecem a litíase renal (popular “pedra no rim”), um mal que apresenta índices progressivos de incidência e prevalência, atingindo 10% das mulheres e 15% dos homens no Ocidente, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia.

A litíase, ou cálculo, é um depósito de sais (como cálcio e urato) nos rins que, ao aumentar de tamanho, pode causar dor aguda. “O tratamento de urgência de uma calculose, quando o paciente se queixa de dor lombar e cólica, visa a reduzir a dor e remover o cálculo, podendo ser utilizados medicamentos ou algum procedimento cirúrgico urológico. O quadro pode estar relacionado à obstrução ou passagem do cálculo pela via urinária”, explica Dr. Américo Cuvello Neto, nefrologista que coordena o Centro Especializado em Nefrologia e Diálise do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Quando a urgência é sanada, parte-se à segunda fase do tratamento, que é a investigação metabólica para descobrir a origem da formação do cálculo, podendo-se instituir medicamentos ou mudança dos hábitos alimentares que previnem a formação de novos cálculos.

O mito e os sinais

Muita gente já se queixou ou ouviu queixas de “dores nos rins”, que, na maioria das vezes, são lombalgias – dores na região das costas relacionadas a processos degenerativos da coluna lombar ou afecções da musculatura paravertebral, ocasionadas por vícios de postura. “Com exceção da calculose renal, as outras patologias que acometem os rins não causam dor”, esclarece Dr. Américo.

As doenças renais crônicas (DRC), no entanto, apresentam poucos sinais e sintomas nos estágios iniciais. Por isso, o conhecimento de fatores de risco para rastrear pessoas com maior probabilidade de ter a doença é fundamental para estabelecer medidas de prevenção. “O diagnóstico da DRC é realizado conforme a presença de lesão renal ou de redução na filtração por período prolongado. Exames de sangue e urina podem apontar tais problemas e, então, é possível definir o grau de função renal.”

Quando a diálise é necessária?

Segundo dados do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira de Nefrologia, em quinze anos, o número de pacientes renais crônicos dialíticos (que precisam realizar a hemodiálise, tratamento que funciona como um rim artificial) aumentou em mais de 100%. Em 2002 eram 43.500  renais crônicos em programas de diálise, evoluindo para 91.300  pacientes em 2011.

A hipertensão arterial e o diabetes mellitus são responsáveis por cerca de metade dos pacientes que estão em diálise, atualmente. “Define-se que pacientes diabéticos com função renal menor que 15% devem iniciar alguma terapia que substitua essa função e, para os não diabéticos, o começo deve ser iniciado com menos de 10%”, diz o nefrologista.

Nefrologia?

Muitas pessoas só ouvem falar da Nefrologia, especialidade médica que trata do sistema urinário, quando surge algum problema. Porém, a informação ainda é a melhor arma para prevenir as complicações renais e conhecer os fatores de risco é fundamental.

Os principais fatores da doença renal crônica são hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, histórico familiar de doença renal crônica, idade acima de 65 anos, doença cardiovascular, obesidade e tabagismo.

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