Cinco dicas para um coração saudável

A globalização e a formação dos grandes aglomerados urbanos determinaram, em parte, a exposição aos chamados fatores de risco. Em consequência disso, vivemos a era das doenças crônicas não transmissíveis, na qual as patologias do sistema cardiovascular ocupam, há décadas, um lugar de destaque nas medidas de morbidade e mortalidade. A cada ano, cerca de 2 milhões de americanos são acometidos por infarto ou acidente vascular cerebral (AVC) e mais de 800.000 apresentam desfecho fatal. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares ainda são a maior causa de morte, correspondendo a cerca de 30% do total de óbitos no Pais.

Por outro lado, são essas as patologias que detém o maior benefício das estratégias de prevenção/tratamento e cuja utilização ainda é, demasiadamente, inferior ao ideal em muitos países. Para a manutenção da saúde global e prevenção das doenças, o dr. Marco Aurelio de Magalhães, coordenador da Cardiologia Intervencionista Hospital Alemão Oswaldo Cruz, comenta cinco medidas comprovadamente eficazes para um sistema cardiovascular saudável e que fazem parte da iniciativa Million Hearts, lançada recentemente pelos Estados Unidos com o objetivo de prevenir 1 milhão de infartos e AVCs durante os próximos 5 anos:

1. Cessar o tabagismo

O tabagismo é a principal causa evitável de doença cardiovascular no mundo. Especificamente sobre o coração e sistema cardiovascular, os efeitos do tabagismo são perversos. Com efeitos na pressão arterial, sistema de coagulação e disponibilidade de oxigênio, está associado ao aumento do risco de infarto do miocárdio, morte súbita, acidente vascular encefálico (AVC), aneurisma de aorta e doença arterial periférica. O simples ato do médico em advertir e aconselhar o indivíduo aumenta a probabilidade de sucesso de interromper, definitivamente, a sua utilização. A interrupção do tabagismo traz benefícios imediatos à saúde e por isso deve ser encorajada em qualquer idade. Nos casos de dificuldade de interrupção existem medidas de apoio, aconselhamento e terapêuticas farmacológicas eficazes que podem ser utilizadas.

2. Atenção à dieta, incluindo álcool

A dieta ocupa papel central na prevenção das doenças crônicas e na manutenção da saúde do coração. É importante a redução do consumo de sal, de açúcar livre, gorduras saturada e trans. O consumo de grãos, frutas e vegetais também é um hábito recomendado. Além disso, recomenda-se criar a rotina de ler e entender os indicadores de composição nos rótulos dos produtos alimentícios antes da compra. O consumo de álcool também deve ser limitado, mesmo nos finais de semana.

3. Combater a obesidade

A obesidade é considerada problema de saúde pública em vários países dado o seu crescimento, inclusive no Brasil. Ela funciona como um fator de risco direto (independente) e “intermediário” na cadeia causal das doenças cardiovasculares, ou seja, é um fator de risco para outros fatores de risco, como a hipertensão arterial, o diabetes melito e a elevação do colesterol sanguíneo. A medida do índice de massa corpórea (IMC) deve ser efetuada e acompanhada.

4. Atividade física regular

O sedentarismo também é reconhecido como um fator de risco direto (independente) para as patologias cardiocirculatórias. A atividade física regular por pelo menos três vezes por semana, durante 30 minutos, está associada a uma série de adaptações fisiológicas que resulta na melhora do metabolismo lipídico com o incremento da fração HDL colesterol que é cardioprotetora e na melhora do controle glicêmico. Além disso, combate a obesidade e previne/reduz a hipertensão arterial. É prudente evitar a conhecida tentativa de “compensação atlética” de uma semana inteiramente sedentária nos finais de semana (atletas de final de semana). Procure encaixar pequenas atividades diárias na sua rotina como subir escadas no trabalho e caminhadas.

5. Identificação e controle do colesterol alto e da hipertensão arterial

Ambos ocorrem de forma insidiosa e com alta prevalência e, por conseguinte, provocam a necessidade do rastreamento (“check-up”). Permitem, juntamente com outros fatores, a identificação e seleção dos indivíduos de alto risco para eventos cardiovasculares. Para estes, estão indicados tratamentos com remédios e o acompanhamento médico periódico. Ressalta-se que os benefícios obtidos após o início do tratamento são observados em curto prazo.

Com a adoção dessas medidas, teoricamente simples, é possível manter a saúde do coração e do sistema cardiovascular.

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