Check-up da Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz detecta síndrome metabólica em 25% dos pacientes

São Paulo, 22 de agosto de 2018 – Uma análise feita com pacientes do serviço de Check-up da Unidade Campo Belo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz aponta que 25% de executivos de São Paulo atendidos pela unidade foram diagnosticados com síndrome metabólica, ou também chamada síndrome da resistência insulínica ou síndrome cardiometabólica. O levantamento analisou 5.128 prontuários de pacientes, de ambos os sexos, com média de 42 anos, atendidos entre janeiro de 2015 e abril de 2018.

A síndrome é diagnosticada quando existe a alteração do metabolismo da glicose e/ou resistência insulínica, associada à hipertensão arterial (acima de 130/85 mmHg), aumento de triglicérides, diminuição do colesterol HDL e obesidade central (circunferência acima de 102 cm em homens e 88 cm em mulheres). A Organização Mundial da Saúde (OMS) e as sociedades médicas definem a síndrome metabólica pela presença de três ou mais desses critérios.

Segundo o Dr. Pedro Chocair, médico que coordenou o levantamento e responsável pela Unidade Campo Belo, a população em geral ainda desconhece a real definição de síndrome metabólica e seus riscos, e o diagnóstico precoce é essencial para combater a doença. “Um bom exemplo é que no início a glicemia pode estar pouco alterada em razão de um trabalho pancreático mais sobrecarregado, secundário à maior resistência insulínica, e com consequente aumento da produção deste hormônio. Se agirmos neste momento, evitaremos muitos problemas futuros, pois as complicações da síndrome metabólica são severas e virão com o tempo”, explica. A insulina é o hormônio produzido pelo pâncreas, responsável pelo controle da concentração do açúcar em nosso sangue – a glicemia.

Um outro estudo conduzido pela Universidade Estadual de Londrina, em 2016, também revela alta prevalência da síndrome, com índices mais alarmantes dos que os encontrados na análise do Hospital. A pesquisa detectou a prevalência da doença metabólica em 53,7% de 1.180 adultos com média de 40 anos, numa cidade da Região Sul do país. A presença de cinco alterações da síndrome foi encontrada em 15,8% das mulheres e 7,3% dos homens.

As alterações da síndrome metabólica causadas no organismo são frequentemente silenciosas e perigosas. Entre elas estão, diabetes tipo 2, obesidade, hipertensão arterial, a esteatose hepática (gordura depositada no fígado), apneia do sono, aumento de ferritina e do ácido úrico no sangue (com ou sem Gota), cálculos na vesícula, cálculos renais (em adultos ou crianças), dores nas articulações, síndrome do ovário policístico (causa comum de infertilidade em mulheres jovens) e diabetes gestacional, comprometimento da memória e vários tipos de câncer. “Se o tratamento não for feito no tempo e de maneira adequada, o paciente corre risco de desenvolver doenças ainda mais graves, como insuficiência renal crônica e Alzheimer. A pessoa também é forte candidata a sofrer um infarto e AVC, já que o risco de quem tem a síndrome é muito maior daqueles que não tem a doença”, diz o Dr. Chocair.

“A enfermidade é definitivamente um gravíssimo problema de saúde pública”, confirma o Dr. Chocair. Em 2016, nos Estados Unidos, foram gastos cerca de US$ 103 bilhões para tratar a população com esteatose hepática, apenas uma das complicações da síndrome.

O tratamento da síndrome metabólica consiste na adoção de alimentação saudável e prática regular de atividade física. Em alguns casos, o uso de medicamentos também pode ser aplicado e assim como o tratamento cirúrgico, como no caso da obesidade que não responde a conduta clínica.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, a Instituição completou 120 anos em 2017. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde –, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 3.900 médicos cadastrados ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Sua capacidade total instalada é de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público. Desde 2008, por meio do Instituto Social Hospital Alemão Oswaldo Cruz, atua também na área pública como um dos cinco hospitais de excelência do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS) do Ministério da Saúde.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz – www.hospitalalemao.org.br

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