Modificações da dieta aumentam as chances de sobrevida no câncer de mama

Um estudo do Women’s Health Initiative, envolvendo 48.835 mulheres, na menopausa, com idade entre 50 e 79 anos, mostrou que a redução da ingestão de gorduras para 20% das necessidades energéticas e o aumento no consumo de frutas, grãos e vegetais, elevou a taxa de sobrevida das mulheres tratadas por câncer de mama.

Durante 8,5 anos de intervenção dietética a incidência e as mortes, como resultado do câncer de mama, foram mais baixas nas pacientes submetidas a intervenções dietéticas –, mas sem diferenças estatisticamente significativas.

No entanto, as mortes por neoplasia de mama com a intervenção dietética após o diagnóstico, foram significativamente menores durante a intervenção e por um período de 16,1 anos de seguimento mediano.

Os resultados apresentados, com um acompanhamento mais prolongado (mediana de 19,6 anos), mostrou uma redução de 15% no risco morte e 21% no risco de morte por câncer de mama.

Embora o benefício absoluto seja pequeno, de 0,01% (119 de 48.835 mulheres), o custo da intervenção e a ausência de efeitos adversos podem justificar a adoção de medidas dietéticas de longo prazo, como medida para aumentar a sobrevida das pacientes com câncer de mama.

Referência: Rowan T. Chlebowski; Aaron K. Aragaki; Garnet L. Anderson; Kathy Pan; Marian L. Neuhouser; et al. Dietary Modification and Breast Cancer Mortality: Long-Term Follow-Up of the Women’s Health Initiative Randomized Trial. DOI: 10.1200/JCO.19.00435 Journal of Clinical Oncology

Data: 07/02/2020
Fonte: Hospital Alemão Oswaldo Cruz