Hipertensão atinge 30% da população adulta brasileira

​O dia 26 de abril é o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial.  De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão, a doença atinge 30% da população adulta brasileira. A prática de atividades físicas, alimentação balanceada e controle do estresse são algumas das formas de combater a doença que ataca os vasos, coração, rins e cérebro, podendo levar à morte.

Em situações críticas, a pressão alta pode causar diversas consequências ao organismo. No cérebro, o entupimento ou rompimento de um vaso, acarretam em um “derrame cerebral” ou Acidente Vascular Cerebral (AVC). Já nos rins, pode causar alterações na filtração e até a paralisação dos órgãos. No coração pode levar ao aumento do seu volume e a um prejuízo da sua força. Pessoas com casos de hipertensão na família têm mais chance de ser hipertensas, porém, os hábitos alimentares, em conjunto com a prática de exercícios físicos, aumentam as chances de retardar o seu aparecimento.

“O maior problema é que as pessoas não consideram a hipertensão uma doença. Ela é o principal fator de risco das complicações cardiovasculares, do infarto e do AVC, sendo eles as principais causas de morte no nosso país”, explica o Dr. Luiz Bortolotto, cardiologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. O especialista ressalta ainda que 90% das pessoas não apresentam sintomas. Nos casos em que a doença se manifesta, podem surgir dores de cabeça, tontura, sangramento, falta de ar, além de dores no peito.  “Quando não diagnosticada e controlada, a doença pode provocar danos e até mesmo provocar a morte.”

Segundo dados divulgados em 2015, pela Sociedade Brasileira de Hipertensão, o Brasil está em sexto lugar entre os países com a mais alta taxa de morte por doenças cardíacas, infartos e hipertensão arterial entre homens e mulheres de 35 a 74 anos. “A doença torna-se mais acentuada nos idosos, pois com a idade avançada os vasos tornam-se endurecidos e estreitados, o que acarreta numa pressão maior e aumenta os riscos de entupir ou rompê-los”, afirma Bortolotto. A hipertensão na população mais jovem deve-se à obesidade, ao sobrepreso, consumo exagerado de alimentos industrializados e de fast food que tem maior quantidade de sal e sedentarismo.

“A hipertensão não tem cura, mas, se tratada, o paciente tem a chance de levar uma vida tranquila. O tratamento inclui medicação, atividades físicas regulares, alimentação balanceada e controle do estresse. Além disso, recomendamos sempre evitar o fumo e a bebida alcoólica.” O cardiologista acrescenta ainda que pessoas dentro desse grupo de risco devem averiguar a pressão três vezes ao ano, enquanto as outras devem medir pelo menos uma vez, durante o check-up anual.

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