Como prevenir risco de tromboses em viagens longas?

De acordo com a Dra. Mariana Krutman, cirurgiã vascular do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, viagens com mais de seis horas de duração, aumentam os riscos de trombose, que é a formação de um coágulo sanguíneo em uma ou mais veias grandes das pernas e das coxas, que bloqueiam o fluxo de sangue e causam inchaço e dores na região.

As tromboses têm causa multifatorial, mas algumas pessoas têm maior propensão para o seu desenvolvimento. Entre elas, estão pessoas com mais de 65 anos, com obesidade, os tabagistas, com doenças oncológicas, em pós-operatório de cirurgias, gestantes, portadores de trombofilias (tendência à trombose) e com histórico de trombose anterior.

Para tornar as longas viagens mais confortáveis, a cirurgiã sugere algumas dicas. “Usar meias de compressão, manter uma boa hidratação e movimentar-se a cada duas ou três horas (levantar-se, caminhar) são importantes formas de prevenção contra problemas circulatórios e trombose”, aconselha.

Segundo a especialista, quem já faz uso de anticoagulantes prescritos por médicos está mais protegido em relação à ocorrência de novos eventos de trombose, mas isso não impede de seguir as orientações citadas acima.

A cirurgiã explica que se deve suspeitar de trombose em casos de dor ou inchaço nas pernas, especialmente quando for assimétrico (somente em um dos membros), ou quando houver alteração da coloração de pele das pernas e pés. E, nesse caso, deve-se procurar um médico imediatamente. “Um exame de ultrassom Doppler venoso auxilia na confirmação do diagnóstico. E o tratamento clássico envolve o uso de anticoagulantes por um período prolongado. Em algumas situações, muito específicas, pode haver indicação de aspiração do coágulo (trombectomia)”, esclarece.

Data: 06/01/2023