Veja dicas para não ficar doente no frio intenso, que atinge as regiões Sul e Sudeste

O frio chegou antes da hora nas regiões Sul e Sudeste do Brasil. Ainda é outono, quando as temperaturas deveriam ser mais amenas, mas de acordo com a Climatempo, São Paulo teve a madrugada mais fria para o mês de maio desde 1990.

Junto com a preocupação de como se proteger de temperaturas tão baixas, vem a atenção especial com a saúde. Como não ficar resfriado, não ter problemas de pele e controlar aquelas dores que aumentam no inverno.

Essas dores atingem ainda mais as pessoas com problemas pré-existente, como explica Erico Souza de Oliveira, médico clínico geral do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. “No geral, a percepção de dor fica mais intensa no frio. Mas é ainda mais comum em quem têm doenças articulares, por exemplo artroses, que são comuns nas pessoas após os 50, 60 anos”, diz ele.

E acrescenta: “Não se sabe muito qual é o motivo desse aumento, mas as articulações costumam doer mais no frio, provavelmente pela diminuição da movimentação”.

Os problemas circulatórios também pioram nessa época. “O frio geralmente diminui o diâmetro das veias e das artérias para preservar o calor e, com isso, piora as dores em quem já tem alterações vasculares, que geralmente são nas pernas”, afirma Erico.

É por causa dessa vasoconstrição que mesmo as pessoas com boa circulação sentem pés e mãos mais gelados. “Não sente nada mais do que a sensação de frio”, alerta o médico.

Para as duas questões apresentadas a solução é a mesma: se manter aquecido. “Tem de se proteger do frio, principalmente no caso das pessoas que têm problemas reumatológicos e circulatórios graves. Recomendamos o uso de forma mais liberal de luvas, meias mais aquecidas para manter pés e mãos também aquecidos”, orienta o clínico geral.

O frio mexa com o sistema imune?

As crises e infecções respiratórias são as principais causas que lotam as UPAs (Unidade de Pronto-Atendimento) e os prontos-socorros dos hospitais. Isso faz com que muita gente relacione o frio a uma queda do sistema imune. Mas essa ligação não é correta.

“A imunidade não cai no frio. O risco de infecções respiratórias, por exemplo, em países muito frios é o mesmo que em países quentes. Só que acontece é que temos aglomerações maiores e as pessoas tendem a ficar em ambientes mais fechados. Aprendemos nos últimos dois anos que os riscos de infecções respiratórias aumentam muito na aglomeração e no contato próximo entre as pessoas”, ressalta Erico Oliveira, fazendo referência à pandemia da Covid-19.

As doenças respiratórias ligadas às complicações alérgicas são mais frequentes em climas frios e secos. No caso dessa onda polar, a umidade do ar está alta e em lugares como Porto Alegre e Curitiba a chuva deve aparecer e aumentar ainda a sensação de frio.

Cuidados com a pele

A pele também precisa de cuidado. Nessa época do ano, é comum o ressecamento da pele, coceira, rachaduras, intolerância aos ácidos, mesmo quando os tratamentos já estavam sendo feitos e não irritavam anteriormente.

O segredo é manter a hidratação. “Mas vale lembrar que nem todos os hidratantes são iguais, existe produtos mais adequados para cada tipo de pele. Além de ter hidratantes recomendados para os pés, que é diferente do que as pessoas usam no rosto”, destaca a dermatologista Sabrina Negro.

No caso do ressecamento mais grave é necessário uso de medicamentos. “Usamos corticoides nessas regiões que estão ressecadas por um período”, diz ela.

No frio, aumenta a vontade de tomar banho quentes, mas não são nem um pouco saudáveis para a pele. “É importante evitar banhos muito prolongados e quentes, evitar utilização de buchas. Além de beber bastante água, fazer uma ingesta adequada de água também é muito importante”, afirma Sabrina.

As recomendações e cuidados são muitos, mas o clínico geral tranquiliza os mais preocupados. “O organismo funciona muito bem também nas temperaturas frias, desde que você se mantenha protegido e não fique exposto aos problemas mais graves. Se aplicam os conselhos de qualquer mãe. Mantenham-se aquecidos, apesar de não termos mais a obrigatoriedade de máscaras, a recomendação médica continua sendo do uso de máscaras em ambientes fechados e aglomerados, salvo para a alimentação”, conclui o médico.

Data: 18/05/2022 Fonte: R7.COM/SÃO PAULO

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