Presença do médico patologista durante biópsia permite mais precisão e rapidez no diagnóstico de câncer

As biópsias são fundamentais para o diagnóstico das doenças, em especial, das oncológicas. A presença do médico patologista durante esse procedimento permite que a coleta do material seja feita com exatidão e que uma primeira análise identifique com rapidez se a amostra testa positivo para o câncer e já neste primeiro momento seja preparada para estudos posteriores e mais específicos sobre o tipo de neoplasia.

Para o Dr. Ariel Kann, Head de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, o trabalho de uma equipe multidisciplinar é um diferencial dentro do Centro Especializado em Oncologia da Instituição. “A presença de diversos especialistas de excelência, composta por médicos oncologista, cirurgião, radiologista intervencionista e patologista, planejando e executando, desde o início, a coleta do material traz desfechos melhores, mais resolutivo para o paciente, garantindo qualidade, segurança e confiabilidade aos resultados. A adoção do atendimento multidisciplinar é fundamental para determinar o tipo específico de câncer, permitir a definição cada vez mais assertiva do esquema terapêutico e, portanto, a individualização do tratamento”, afirma o especialista.

Biópsia: o que é e como funciona O Prof. Dr. Venâncio Alves, patologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, explica que as biópsias são o ato cirúrgico pelo qual é feita a coleta de um fragmento do tecido (conjunto de células) que será analisado naquele exato momento para confirmar se a suspeita de neoplasia procede. “A partir da coleta, o material que é encaminhado ao laboratório passa por exames mais complexos, como os anatomopatológicos, os citopatológicos e os imunohistoquímicos, que vão estabelecer o tipo de doença. A partir desses resultados os oncologistas poderão definir a melhor abordagem para cada paciente,”, esclarece.

O patologista explica ainda que as biópsias podem ser feitas basicamente de três maneiras. Por um médico clínico em consultório, quando as lesões são de fácil acesso, como acontece em lesões de pele, de linfonodos superficiais (gânglios) ou outros nódulos palpáveis. Por um cirurgião, em uma sala cirúrgica, em situações em que a área suspeita de câncer se encontra em um local de difícil acesso. E ainda por um médico radiologista intervencionista, que além de analisar as imagens por meio de ultrassom, tomografias, ressonâncias magnéticas e exames de PET scan, identifica os nódulos e coleta amostras para que sejam analisadas pelo patologista.

Trabalho em equipe traz resultados mais precisos O Dr. Flávio Pimentel, radiologista intervencionista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, reitera a importância da biópsia realizada com a presença do patologista. “Cada tumor pode se apresentar de uma maneira diferente e não ser uniforme. O tecido retirado pode ser composto predominantemente por fibrose (cicatriz) ou necrose (com muitas células mortas) e isso pode impedir um diagnóstico preciso. Por isso é importante que o patologista cheque a qualidade e a quantidade do material coletado, para ter certeza de que os fragmentos coletados são suficientes para o diagnóstico. Se aquela amostra coletada inicialmente não for satisfatória, uma outra é coletada já neste mesmo ato e o paciente não precisa voltar ao hospital para fazer uma nova biópsia”.

O especialista conta que os patologistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz utilizam uma técnica chamada de congelação. “Essa técnica congela a amostra de tecido retirada, o que permite que o material seja imediatamente submetido a cortes finos e análise microscópica, capaz de avaliar se é câncer ou não, e se a amostra é suficiente”, explica Pimentel.

“Essa segurança na adequação da amostra é importante, não só para o paciente, que já sai com o diagnóstico, mas também para o sistema de saúde, no sentido de prevenir repetição de procedimentos (com aumento do custo e perda de tempo valioso), e para a equipe médica, que consegue identificar a doença e pode começar a planejar o tratamento com maior rapidez”, assegura.

Data: 27/10/2022 Fonte: Portal Hospitais Brasil

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