Mulher passa por transplante de fígado, recebe alta e ganha música de médico

Com a saúde debilitada, Dona Sônia precisou ficar internada e o marido, Seu José Carlos, não abriu mão de ficar ao lado dela. Aos 79 anos, passou os dias e as noites no hospital, esperando com ela e por ela.

Casal de idosos comemora transplante bem sucedido de mulher de 76 anos

Médicos, enfermeiros e funcionários de um hospital tiveram um momento muito emocionante, nesta semana, em São Paulo.

76 anos de uma vida preciosa. Sônia Martins da Silva Alípio foi professora primária, mãe de três filhos e avó de três netos, frutos de um amor que já dura 60 anos e ilumina a vida de José Carlos Alípio.

“Ela tem um coração que não cabe dentro dela e isso é que me cativou desde o começo. Ela é uma mulher especial e, hoje, mostrou que tem uma qualidade a mais: é muito guerreira e venceu mais essa batalha”, exalta.

A ameaça a esse casal inseparável veio com a doença grave no fígado e o risco de morte que só seria afastado com um transplante. Sônia entrou na lista que hoje tem cerca de 1,4 mil pessoas esperando pela doação de um fígado compatível. Quanto mais avançada a idade, mais difícil conseguir um órgão.

“Essa população tem que ser transplantada com bons doadores, em boas funções, com bons exames. Nós já temos 15% da população acima dos 70 anos. Muitas dessas pessoas vão precisar de transplantes de órgãos e a transplantação nessa faixa etária é menor que 8%. Então, muitos deles estão ficando pelo meio do caminho. Com mais doadores, certamente nós vamos conseguir também tratar essa população que tanto necessita”, explica Tércio Genzini, cirurgião do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

Como Brasil criou e mantém maior sistema público de transplantes do mundo

Com a saúde debilitada, Dona Sônia precisou ficar internada esperando. A tentativa dos filhos foi em vão. Seu José Carlos não abriu mão de ficar ao lado do amor da vida dele. Aos 79 anos, passou os dias e as noites no hospital, esperando com ela e por ela.

Foram três meses de internação e seis meses de espera até que o gesto solidário de uma família que perdeu alguém fez o transplante acontecer, e o amor ganhou a companhia da gratidão.

“Obrigada por essa oportunidade, sabe? E que precise, nesse momento de muita dor, tanto sofrimento, ter assim essa grandeza de alma. Foi muito, muito importante. Eles não sabem o quanto importante eles foram na nossa vida”, afirma Sônia.

A cirurgia teve ainda uma novidade e um toque especial. A lista, a captação de órgãos e a maioria dos transplantes acontecem pelo SUS, mas, há um ano, os planos de saúde também são obrigados a oferecer o transplante de fígado para quem precisa, como Sônia.

O sucesso do transplante foi comemorado pela família com emoção, gratidão e com música, feita pelo médico inspirado pelo amor solidário de quem doa, e bonito como o desses dois.

“Foi maravilhoso, porque a gente não sabe viver um sem o outro”, declara-se Sônia.

“Isso é coisa divina e eu acredito nisso”, diz José Carlos.

Data: 25/09/2023 Fonte: Portal G1 - SP

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