Cobertura vacinal contra o sarampo cai de maneira mais significativa em cidades pobres do Brasil

Estudo mostra que taxas de vacinação diminuíram 17% no Norte e no Nordeste, entre 2015 e 2020, mas apenas 11% no Sul.

Tríplice viral é uma das principais vacinas do calendário infantil

O Brasil enfrenta uma queda desigual da cobertura vacinal de um dos imunizantes mais importantes para as crianças, a tríplice viral , que protege contra sarampo , caxumba e rubéola.

Um estudo publicado nesta terça-feira (1º) na revista científica PLOS Global Public Health revela que os municípios mais pobres são os que menos aderiram à vacinação nos últimos anos.

O trabalho foi conduzido por um grupo de pesquisadoras da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, que analisou dados de 5.565 cidades brasileiras entre 2006 e 2020.

De acordo com o artigo, em todas as regiões (exceto no Sudeste), menos de 50% dos municípios do Brasil atingiram a meta de cobertura de 95% da vacina tríplice viral em 2020.

Foi constatada uma queda média de 1,2% ao ano na cobertura, mas os municípios mais carentes foram os que tiveram declínios mais acentuados.

Verificou-se que a cobertura caiu 1,64% ao ano nas cidades mais pobres, entre 2006 e 2020. Já nos municípios menos carentes, a redução foi de 0,61%.

“Enquanto a média da cobertura da primeira dose da vacina SCR [sarampo, caxumba e rubéola] diminuiu 17% entre 2015 e 2020 nas regiões mais carentes do Norte e do Nordeste, chegando a 68% e 78%, respectivamente, a cobertura na região mais rica do Sul caiu apenas 11%, alcançando uma cobertura de 85% em 2020”, escrevem as autoras.

O estudo analisou ainda padrões e mudanças regionais durante 2006 e 2016. Descobriu-se grupos de alto risco nos estados do Norte e Nordeste, como Pará, Maranhão e Bahia, onde a proporção de crianças que receberam a vacina SCR diminuiu a uma taxa mais rápida por ano do que no resto do país.

Uma queda na proporção de crianças não vacinadas contra sarampo, caxumba e rubéola nesses grupos de alto risco pode indicar um aumento potencial no risco de disseminação dessas doenças nas áreas onde vivem.

“Embora o Brasil tenha sido designado como livre do sarampo em 2016 , ocorreu uma reemergência do sarampo em 2018, com 10.346 casos relatados, principalmente na região Norte do Brasil. Em 2019, uma epidemia de sarampo causou 20.901 casos em 23 dos 26 estados brasileiros – muito acima da escala de surtos das duas décadas anteriores. Em 2020, foram relatados mais 8.448 casos de sarampo. Também ocorreram surtos de caxumba no Brasil, sendo o maior surto recente em 2016, afetando nove estados, principalmente das regiões Sul e Sudeste. Embora não tenha sido relatada transmissão local de rubéola no Brasil desde 2009, um caso importado sem transmissão secundária foi relatado em 2014, e o Ministério da Saúde brasileiro permanece vigilante”, relembram as autoras.

As pesquisadoras observaram que a situação da cobertura vacinal no Brasil piorou desde 2014 devido a uma grave recessão econômica, crise política, austeridade nos gastos públicos e, principalmente, devido à Covid-19, em 2020.

Por fim, o estudo conclui que os resultados reafirmam as disparidades socioeconômicas e de saúde regionais no Brasil e sugere que, para promover a equidade vacinal e prevenir futuros surtos, mais pesquisas são urgentemente necessárias para compreender os mecanismos causais subjacentes às associações observadas entre a cobertura da vacina SCR em nível municipal e a falta de acesso a recursos e serviços básicos, como educação, saúde e saneamento, que podem impactar negativamente a saúde e o bem-estar de indivíduos e comunidades.

Ainda, segundo a endocrinologista, o iogurte contém probióticos, que são bactérias benéficas que podem melhorar a saúde do intestino, onde muitas das células imunológicas do corpo são encontradas. Já o alho e o gengibre têm propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas que podem ajudar a fortalecer a resistência do corpo a infecções

A queda da temperatura e a proximidade do inverno geram apenas uma certeza ao brasileiro: lá vem a gripe! A época é de maior circulação de vírus respiratórios, e o único meio de prevenção é a vacinação, alerta o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. No entanto, uma vez instalado o quadro, além dos medicamentos, é possível aliviar os sintomas e melhorar a imunidade por meio da dieta. “Os alimentos possuem alguns nutrientes que podem auxiliar o funcionamento do sistema imunológico e diminuir a inflamação corporal”, explica a nutricionista Vanessa Furstenberger.

“As vitaminas C, D, E e minerais como zinco, selênio e ferro são fundamentais para a função das células imunes. Complementando esse trabalho, as proteínas contribuem para a produção de anticorpos que combatem infecções. Já as fibras alimentam bactérias boas no intestino, auxiliando na função imunológica, enquanto os ácidos graxos ômega-3 têm propriedades anti-inflamatórias que melhoram a resposta imunológica. Portanto, uma dieta equilibrada e rica em nutrientes é vital para um sistema imunológico saudável”, esclarece Thais Mussi, endocrinologista da Sbem (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) sobre o auxílio dos alimentos à imunidade

Entre o que deve ser evitado estão as bebidas alcoólicas, alimentos ricos em gorduras e açúcar, laticínios, frituras e cafeína em excesso. Isso porque esses alimentos podem interferir na hidratação corporal e aumentar o processo inflamatório. Carla Falsete, otorrinolaringologista pela Aborl-CCF (Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial), explica que alguns desses alimentos, ainda, podem aumentar a produção de muco e, consequentemente, o congestionamento nasal, dificultando a respiração

Os alimentos que são consenso entre os especialistas são aqueles ricos em vitamina C – entre eles as frutas cítricas e vegetais verdes folhosos. Isso porque a vitamina C aumenta a produção de glóbulos brancos, essenciais no combate às infecções. Podem ser destacados laranja, limão, kiwi, acerola e tomate

Thais elenca ainda alguns alimentos que ajudam na recuperação. Peixes e ovos são boas fontes de vitamina D, que ajudam a regular e a fortalecer o sistema imunológico. Carnes magras e legumes são ricos em zinco, crucial para o funcionamento normal do sistema imunológico. Nozes e sementes contêm vitamina E, um antioxidante poderoso que ajuda a manter o sistema imunológico saudável

O pneumologista destaca, também, o mel. Isso porque ele tem ação antitussígena, auxiliando na melhora desse sintoma. É recomendado, ainda, que seja ingerida uma grande quantidade de líquidos e que o paciente repouse para melhor recuperação do quadro gripal

Ainda, segundo a endocrinologista, o iogurte contém probióticos, que são bactérias benéficas que podem melhorar a saúde do intestino, onde muitas das células imunológicas do corpo são encontradas. Já o alho e o gengibre têm propriedades anti-inflamatórias e antimicrobianas que podem ajudar a fortalecer a resistência do corpo a infecções.

A queda da temperatura e a proximidade do inverno geram apenas uma certeza ao brasileiro: lá vem a gripe! A época é de maior circulação de vírus respiratórios, e o único meio de prevenção é a vacinação, alerta o pneumologista Elie Fiss, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. No entanto, uma vez instalado o quadro, além dos medicamentos, é possível aliviar os sintomas e melhorar a imunidade por meio da dieta. “Os alimentos possuem alguns nutrientes que podem auxiliar o funcionamento do sistema imunológico e diminuir a inflamação corporal”, explica a nutricionista Vanessa Furstenberger

Data: 02/08/2023 Fonte: R7 Notícias - SP

Você tem várias formas de agendar consultas e exames:

Envie uma mensagem para:

WhatsApp

Agende sua consulta ou exame:

Agende online
QR Code Agende sua consulta ou exame

Agende pelo app meu oswaldo cruz

App Meu Oswaldo Cruz disponível no Google Play App Meu Oswaldo Cruz disponível na App Store