Linfomas (Hodgkin e Não-Hodgkin)

​O linfoma é um tipo de câncer considerado relativamente raro, mas deve atingir mais de 12 mil brasileiros em 2016, segundo o INCA (Instituto Nacional De Câncer José Alencar Gomes da Silva, ligado ao Ministério da Saúde).  O coordenador clínico do Centro Especializado de Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Dr. Jacques Tabacof, responde as principais dúvidas sobre linfomas (Hodgkin e Não-Hodgkin):
 

O que é um linfoma?

Linfoma é o câncer que aparece nos linfócitos – células de defesa que identificam as infecções e até mesmo outros tumores no organismo. Ele ocorre quando uma dessas células sofre mutação e começa a se comportar de maneira anormal, crescendo desordenamente e formando tumores.
 

Qual a diferenças entre os linfomas de Hodgkin e Não-Hodgkin?

Os linfomas são divididos em dois tipos: os de Hodgkin e Não-Hodgkin. Dentro desses dois grupos existe ainda outra subdivisão em diversas categorias. A diferença entre eles está na característica das células encontradas no tumor.

Os linfomas podem aparecer em qualquer fase da vida, mas os linfomas de Hodgkin são mais comuns entre os 15 e 40 anos, atingindo maior frequência entre 25 e 30 anos.  A incidência de novos casos tem permanecido estável nas últimas cinco décadas.

Já a incidência dos Não-Hodgkin duplicou nos últimos 25 anos, em especial entre as pessoas com mais de 60 anos.
 

Como é feita essa classificação?

Primeiro é realizada uma biópsia – a retirada de um pedaço do tumor para exame. O médico patologista analisa as células presentes no tumor e identifica o tipo de linfoma. A partir do resultado e de outros exames complementares o oncologista prescreve o tratamento mais efetivo para o paciente.
 

Esse câncer é comum?

Tanto o linfoma de Hodgkin quanto o não-Hodgkin são considerados relativamente raros. O INCA (Instituto Nacional De Câncer José Alencar Gomes da Silva) estima o surgimento de 2.470 casos de linfomas de Hodgkin no Brasil em 2016. O número de casos do linfoma não-Hodgkin deve ser maior, estimado em 10.240 pacientes afetados.
 

Quais são os sintomas?

Os sintomas dos linfomas de Hodgkin e Não-Hodgkin são parecidos. É comum que haja o aumento dos gânglios (ínguas) na região do pescoço, axilas e/ou virilhas. O paciente pode apresentar também febre, coceira na pele, falta de apetite e perda de peso inexplicada, fadiga e suor excessivamente à noite.
 

Como é realizado o tratamento?

Os principais tratamentos são a quimioterapia, imunoterapia (anticorpos monoclonais), radioterapia e transplante de células tronco.
 

Existem fatores de risco?

Os fatores de risco para o aparecimento de linfomas são: deficiência imunológica, caso de pessoas portadoras de doenças genéticas hereditárias, infectadas pelo HIV ou que já tenham usado drogas imunossupressoras, por exemplo.

Os linfomas Não-Hodgkin estão também ligados à exposição química (pesticidas, solventes e fertilizantes, por exemplo) e altas doses de radiação.​

Voltar