Rinite: saiba sobre causas, sintomas, tratamentos e por que não existe cura

A rinite alérgica, quadro marcado por nariz entupido, espirros repetidos, cocei ra no rosto e dificuldade para respirar, costuma piorar no outono ou no inverno. Embora o tratamento tenha evoluído bastante nas últimas duas ou três décadas, a verdade é que realmente não existe uma cura para a rinite e nunca veremos.

“O que custa juntar três caras num laboratório e descobrir a cura da rinite?”

O que parecia ser um desabafo bem humorado de João Zastrow, um usuário do Twitter, virou uma dúvida real e instigante sobre uma doença que afeta até 40% da população mundial (ou cerca de 84 milhões de brasileiros) — a postagem na mídia social já teve mais de 165 mil curtidas e 43 mil compartilhamentos.

A rinite alérgica, quadro marcado por nariz entupido, espirros repetidos, coceira no rosto e dificuldade para respirar, costuma piorar no outono ou no inverno e está relacionada a alguns gatilhos do ambiente, como poeira, pelos de animais, ácaros e pólen.

Embora o tratamento tenha evoluído bastante nas últimas duas ou três décadas, a verdade é que realmente não existe uma cura para a rinite — e muitos cientistas acreditam que nunca veremos uma solução definitiva para esse problema A seguir, você entende quais são geraimente as causas, por que é tão difícil falar em cura para essa doença e quais são as principais formas de controlar o quadro atualmente.

NARINAS TRAVADAS

O nariz funciona como um verdadeiro filtro do nosso sistema respiratório. Ele conta com diversas estruturas e mecanismos para barrar a entrada de partículas perigosas, que podem prejudicar o funcionamento dos pulmões.

Vamos a um exemplo prático: imagine que um vírus tente invadir suas narinas. O organismo fará de tudo para expulsá-lo assim que possível, de modo a evitar problemas maiores.

Nessa situação, o sistema de defesa desencadeia uma série de ações, chamadas genericamente de processo inffamatório, para aniquilar o invasor — é por isso que o nariz fica inchado, cheio de secreção e não para de espirrar. O muco é gerado como uma forma de englobar e expulsar o invasor.

“O problema é que, na rinite alérgica, essa reação acontece diante de substâncias que não são nocivas”, diferencia o otorrinolaringologista Márcio Salmito, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo.

Ou seja: o indivíduo com essa condição inala partículas de um composto que causa uma alergia nele. Na rinite, os alérgenos mais comuns são ácaros (artrópodes microscópicos que vivem no colchão e no travesseiro), pelos de animais, pólen das plantas ou poeira.

Esses compostos são suficientes para disparar uma resposta exagerada do sistema de defesa, que engatilha aquela série de reações típicas que descrevemos acima.

Os ácaros são um dos agentes causadores das crises de rinite “E todo esse processo costuma ser ainda pior no outono e no inverno, quando ficamos em ambientes fechados, em contato frequente com os alérgenos”, diz a alergista Jane da Silva, que integra o Departamento Científico de Rinite da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai).

ANDRÉ BIERNATH – DABBC NEWS BRASIL EM LONDRES

Data: 09/05/2022
Fonte: TRIBUNA DA BAHIA/SALVADOR | Outros