Metade dos diabéticos no Brasil não sabe que tem a doença

Cerca de 90% das pessoas têm diabetes tipo 2, que geralmente se manifesta na vida adulta e está associado à obesidade, sedentarismo, alimentação inadequada, estresse e ao histórico familiar da doença.

São Paulo, 07 de novembro de 2017 – No mês de novembro é celebrado o Dia Mundial do Diabetes (14/11), que tem como objetivo alertar a população sobre a prevenção e as complicações provocadas pelo descontrole da doença. A campanha nacional também é conhecida como Novembro Azul. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), existem 422 milhões de diabéticos no mundo. No Brasil, a estimativa é de 14 milhões, metade desta população desconhece ser portador da doença e um a cada cinco diabéticos não sabe se tem diabetes do tipo 1 ou do tipo 2.

O Diabetes Mellitus tipo 2 tem origem na resistência insulínica, que acontece quando o organismo não consegue mais usar adequadamente a insulina, hormônio que controla a taxa de glicemia nas células, sobrecarregando o pâncreas. Ao longo do tempo, esse quadro causa a falência do órgão, que deixa de produzir o hormônio, levando ao diagnóstico deste tipo de diabetes.

Já o Diabetes tipo 1, geralmente é diagnosticado na infância ou na adolescência e acontece quando o sistema imunológico ataca as células do pâncreas, comprometendo a liberação da insulina e aumentando assim os níveis de glicose no sangue.

No Brasil, 90% dos casos de diabetes são do tipo 2 e 89% dos casos estão relacionados a hereditariedade. Segundo a Dra. Lívia Porto, endocrinologista do Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, alimentação inadequada, rica no consumo de carboidratos e de alimentos processados, sedentarismo, obesidade, histórico familiar da doença e estresse são fatores de risco importantes para o desenvolvimento do diabetes tipo 2. “O diabetes é uma doença silenciosa, 50% dos portadores desconhecem o diagnóstico devido à falta de sintomas”, explica a médica.

Pré-Diabetes

O Brasil tem cerca de 40 milhões de pré-diabéticos e 25% deles se tornarão diabéticos em até cinco anos. Com o acompanhamento anual de um médico clínico geral ou endocrinologista, realização de exames laboratoriais de rotina, como os de glicemia de jejum e hemoglobina glicada, e avaliação de IMC (Índice de Massa Corpórea) e circunferência abdominal, é possível prever esse estado e evitar a progressão da doença.

Segundo a American Diabetes Association, o risco de progressão para o diabetes aumenta significativamente para quem apresenta valores de glicemia de jejum entre 100 e 125 mg/dL ou de glicemia medida duas horas após a ingestão de 75 gramas de glicose anidra entre 140 e 199 mg/dL. Pessoas com hemoglobina glicada entre 5,7 e 6,4% também têm risco de desenvolver a doença.

Prevenção de complicações

Dados Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico) do Ministério da Saúde, apontam que nos últimos 10 anos, a incidência do diabetes aumentou 61,8% na população brasileira. O estudo revela ainda que as mulheres registram maior número de diagnósticos da doença. O grupo passou de 6,3% para 9,9% entre 2006 e 2016.

“Quando já diagnosticado, dependendo da gravidade, o diabetes pode ser controlado com a realização de atividade física e adoção de estilo de vida e alimentação saudável, mesma fórmula que evita o desenvolvimento da doença. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose”, diz a endocrinologista.

Para os casos que a taxa de glicemia não é controlada com as medicações e ainda há outras comorbidades, uma opção de tratamento é a cirurgia bariátrica e metabólica. Atualmente, no Brasil, o procedimento é liberado apenas para pacientes com IMC igual ou superior a 40kg/m² e pode ser realizado em casos de IMC entre 35kg/m² e 40kg/m², desde que o paciente tenha comorbidades como, por exemplo, o diabetes. Após a cirurgia e a redução do peso, o índice de remissão da doença chega a 86% dos casos, com suspensão ou diminuição de medicação.

Campanha de sensibilização

Para sensibilizar o maior número de pessoas a se prevenir e controlar as complicações da doença, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) promoverá ações educativas, no dia 14 de novembro, na marquise do Parque do Ibirapuera, das 10h às 16h (portão 2 e 3). Este ano, o tema da campanha é “Mulheres e Diabetes: Nosso direito a um futuro saudável”. O Centro Especializado em Obesidade e Diabetes do Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos apoiadores da ação e estará presente no evento com equipe de profissionais que irá realizar avaliações como medição de glicemia e promoverá jogos interativos que têm como objetivo propiciar uma conscientização sobre os sinais de alerta do diabetes.

Sobre o Hospital Alemão Oswaldo Cruz

Fundado por um grupo de imigrantes de língua alemã, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz é um dos maiores centros hospitalares da América Latina. Com atuação de referência em serviços de alta complexidade e ênfase nas especialidades de oncologia e doenças digestivas, a Instituição completa 120 anos em 2017. Para que os pacientes tenham acesso aos mais altos padrões de qualidade e de segurança no atendimento, atestados pela certificação da Joint Commission International (JCI) – principal agência mundial de acreditação em saúde –, o Hospital conta com um corpo clínico renomado, formado por mais de 3.700 médicos ativos, e uma das mais qualificadas assistências do país. Até o final deste ano, sua capacidade total instalada será de 805 leitos, sendo 582 deles na saúde privada e 223 no âmbito público, além atingir o número de 4 mil colaboradores.

Hospital Alemão Oswaldo Cruz – www.hospitalalemao.org.br

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Data: 07/11/2017